Real e virtual

21 de maio de 2008 //
- Até que ponto real e virtual existe? As relações consideradas virtuais são mais frágeis do que as chamadas reais? São menos verdadeiras?

Primeiramente quero destacar que os termos “real” e “virtual” são meramente representativos, já que, para mim, não passam de uma forma boba de nomear relações.

As pessoas, hoje em dia, estão cada vez mais afastadas umas das outras. Cada um vive no seu mundinho, em uma redoma blindada em que não há possibilidade de adentrar. Ao meu ver, existe algo contraditório nisso, pois, ao mesmo tempo em que se isolam, as pessoas reclamam de solidão e etc.

É contraditório sim, mas completamente compreensível. Na sociedade reinam os grupos e, quem não se enquadra naquele perfil, simplesmente é isolado contra a sua própria vontade. Há a luta e a dor provocada por isso, mas fazer o que? Perder as suas características para ser incluído? Continuar fora do grupo e viver se achando um “bicho do mato”? Tentar não ligar para tudo isso e esquecer? Quando olha-se no meio da multidão, aquele que se sente mal por ser excluído não passa de mais um...

Além do isolamento involuntário (contra a vontade da pessoa), existe o voluntário também, que é o que a pessoa se isola por conta própria. Podem ser vários os motivos para tal escolha. Uma defesa contra a angústia social e de seus valores, o que considero interessante, já que aí a pessoa pode mostrar uma personalidade extremamente complexa e que não se deixa levar facilmente pelos padrões efêmeros da sociedade.

Enfocando o grupo dos “isolados” (voluntários ou involuntários) e que, ainda por cima são depressivos, tímidos ou algo assim (sentem dificuldades em se relacionar e etc), algo que geralmente acontece é, por causa do isolamento “real”, surgir uma vida “paralela”, a “virtual”. Essa vida “paralela” acontece através da Internet, em comunidades virtuais e chats que reúnem várias pessoas. Nesse “mundinho” essa pessoa sente-se aceita e passa a amar isso. Mostra todos os potenciais guardados em seu interior, revela sentimentos e, o melhor, faz amigos e insere-se em grupos. É perfeito! Maravilhoso, apesar de conter perigos também, já que ninguém tem completa certeza do que há por trás das redes da Internet.

Alem de encontrar semelhantes e se revelar ao “mundo”, o que geralmente acontece são os amores “virtuais” (odeio essa nomenclatura ¬¬”). Enquanto, na sua realidade cotidiana, a pessoa não tem qualquer vínculo amoroso, esse pode surgir através da Internet.

- O fato de, muitas vezes, as pessoas morarem longe e não terem contato físico impede que uma amor verdadeiro ocorra através da Internet?
- É algo utópico?

Algumas das questões que são levantadas acerca disso. Muitos por quês e poucas afirmações. Com exceção dos apaixonados que se conheceram e namoram dessa maneira, é como se fosse impossível e muitos criticam, pois só pensam no lado negativo ou simplesmente não conseguem se relacionar sem contato físico (que é importante, claro, mas não essencial a primeiro momento).

Penso que esse tipo de namoro é tão belo quanto os que acontecem na realidade cotidiana das pessoas, pois, através das conversas constantes o casal vai se conhecendo melhor, vão se mostrando realmente e constroem uma linda relação juntos. Claro que o contato físico e a sensação de estar perto da pessoa amada fazem falta sim, e como fazem, mas é através dessa falta que a relação vai se tornando mais especial e verdadeira.

Suportar obstáculos com a esperança e o culto ao amor verdadeiro, eis o objetivo desse tipo de namoro. É tão lindo quanto os outros. Após a espera até o encontro dos amantes, o caminho é trilhado com união e amor, se sobreviver a esse árduo caminho, pode ter certeza, a possibilidade da união durar mais é enorme. ^^ *Escrevi demais ¬¬"*

1 comentários:

  1. Acho que 90% desses tipos de namoros falharão miseravelmente. Acho que o que mantem os casais unidos é sim o contato físico em momentos críticos. Ah toda uma leitura de sinais silenciosos que são o comportamento e os gestos físicos. Infelizmente a net nos priva disso e eu acho que por conta disso fica cada vez mais dificil "ler" a outra pessoa e com certeza ajustar sua própria conduta.

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