Uma mente brilhante

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Assunto de hoje: “Uma mente brilhante”, esquizofrenia e inteligência!!

O filme “Uma mente brilhante” (2001), mostra a história de John Nash, um gênio da matemática que aos 21 anos finalmente conseguiu criar a teoria original que tanto queria. Ao longo do filme, nota-se que ele não é tão normal assim, pois, em sua busca incessante por uma “idéia original”, Nash transforma seus estudos na universidade em obsessão. Ele tem problemas de relacionamento, não pensa em outra coisa senão a matemática e tem uma incrível capacidade de decifrar códigos que, inclusive, lhe garante um emprego no governo americano. Em determinado momento, é como se sua vida sofresse uma reviravolta, pois pecebe-se que grandes acontecimentos de sua vida não são nada mais do que parte de um delírio, um realidade criada por ele.

Quando falam de loucura, logo pensam em irracionalidade ou algo do tipo, mas será sempre assim? Os “loucos” são mesmo irracionais ou menos inteligentes?

Vou utilizar a esquizofrenia como argumento.

A esquizofrenia é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma junção de sintomas, entre os quais estão alterações do pensamento, alucinações, delírios e déficit emocional com perda de contacto com a realidade. Existem cinco tipos de esquizofrenia que variam de acordo com a intensidade dos sintomas e o nível de perda da realidade, são eles: paranóide, catatônico, hebefrênico, residual e idiferenciado. As causas ainda são confusas e existem várias teorias que tentam chegar a essa conclusão. O paciente esquizofrênico, geralmente é bastante inteligente, com exceção dos casos crônicos, em que há perda da capacidade cognitiva.

Bem, onde quero chegar?

Pude analisar isso pessoalmente e notar que não é como a maioria das pessoas pensam. Fui em um hospital psiquiátrico e entrevistei pacientes esquizofrênicos... foi uma experiência incrível. Claro que há pacientes em que é impossível manter contato, pois eles simplesmente já tomaram a realidade criada por eles como a única e ainda possuem um discurso fragmentado. Vou usar dois pacientes que entrevistei como exemplos.

Um dos pacientes, “M”, é bastante inteligente, possui um discurso pouco fragmentado e é impresisonante. Ele é ex aluno do curso de letras e usa termos complexos, fala que estava só dormindo em uma capela (?I) quando foi abordado pela polícia e um de seus irmãos, porém, em seu prontuário a causa do internamento é tentativa de suicídio, além da esquizofrenia, é claro. O outro paciente, é “F”, o discurso dele é completamente fragmentado, mal dá pra entender e, além de tudo, dá pra perceber que o delírio dele está completamente assumido. Ele fala que está no hospital para trabalhar e, inicialment falou ser arquiteto, mas logo depois disser ser piloto da ferrari.

Nota-se a diferença entre casos. Mas, nota-se também que não é por ter uma doença mental que uma pessoa é menos inteligente do que outra. A maioria dos esquizofrênicos são bastante inteligentes... vejam o caso de Nash, que só ganhou um Nobel e era esquizofrênico.

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1 comentários

  1. OLHA TENHO 30 ANOS E SOU ESQUIZOFRENICO. JÁ PASSEI POR UM PERIODO CRITICO, ANDANDO DESCALÇO NAS RUAS, BARBUDO, QUASE ENTRANDO NUM SISTEMA PARANOICO CRIADO POR MINHA PRÓPRIA MENTE, JÁ FIQUEI DOIS DIAS SEGUIDOS SEM DORMIR(SÓ DORMI NO TERCEIRO SOBRE EFEITO DE REMEDIOS). HOJE TO SUPERCONTROLADO, TO NAMORANDO, CONCLUI UM CURSO DE LOGICA DE PROGRAMAÇÃO NO SENAC DE VITORIA, TRABALHO COMO FREE-LANCER DANDO MANUTENÇÃO EM COMPUTADORES. EU ACHO QUE EXISTE VARIOS TIPOS DE ESQUIZOFRENIA, E NÃO SE PODE TAXAR UM DOENTE IGUAL AO OUTRO. EU ASSUMO MINHA DOENÇA, FIZ USO DE OLANZANPINA HÁ 1 ANO E MEIO ATRÁS EU MELHOREI MEU ESTADO CLINICO COM A OLANZANPINA E PAREI O TRATAMENTO. MAS EU RESOLVI REINICIAR O TRATAMENTO PARA PREVENÇÃO DE RECAIDA A UM NOVO SURTO, DEVEMOS SER HUMILDES E RECONHECER NOSSAS LIMITAÇÕES E ACREDITARMOS NA MEDICINA.

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