Amor e coragem

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“O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício”. (Sthendal)







Inicialmente vale pensar: O amor é só beleza? Onde os desafios entram nesse sentimento?



Bem, geralmente as pessoas olham todas as belezas do sentimento, todas as coisas boas que ele trás quando finalmente encontramos (ou somos encontrados) pela pessoa que a partir do primeiro instante torna-se a mais importante na sua vida.



O início da relação possui todas essas belezas mais destacadas, a fase da paixão inicial (provavelmente já misturada com o amor) onde ambos se completam e a cada minuto sem a pessoa por perto parece que o tempo pára e as coisas ficam sem vida. A relação tem início (das mais variadas maneiras possíveis), planos surgem, sonhos e mais sonhos sempre decorados com o amor do casal. Tudo é bonito, as músicas ganham aquele toque a mais, os pensamentos são 90% (se não mais) dedicados àquela pessoa e os momentos que já se passaram. A euforia inicial “esconde” (por assim dizer) os questionamentos mais racionais (geralmente relacionados a coisas tidas como desafios).



Além de todo os sentimentos “secundários” (digamos assim tomando o amor como o sentimento “principal” neste momento), a coragem entra como ponto principal, pois sem ela a relação corre sério risco de não prosseguir. E daí surge o “por que?”.



No caminho trilhado pelo casal, muitos serão os acontecimentos presentes e alguns deles envolverão dificuldades que exigirão coragem do casal. Sem a coragem, como será possível transpor essas dificuldades? É preciso que ela exista e em doses razoáveis, daí a coerência da frase de Sthendal citada acima, pois podemos considerar que é exatamente a isso que ele se refere. O amor é um sentimento sublime e delicado, que exige dedicação de ambas as partes para que se perpetue, mas também é preciso coragem para enfrentar os desafios que irão surgir juntamente com a sua beleza.



Esses desafios são de natureza completamente diversificada, desde o impedimento dos pais de uma das partes (ou das duas, por que não?) até coisas mais sérias, como a distância que separa os amantes, diferenças ideológicas que geram alguns atritos no casal, etc. Coisas simples e complexas que são capazes de pôr fim a um relacionamento se não forem bem resolvidas.



Para dedicar-se plenamente ao amor, é preciso que ambos estejam dispostos a colher a flor na beira do precipício, ou seja, é preciso que estejam dispostos a superarem juntos, buscarem soluções e correr os riscos (quaisquer que sejam) que aparecem no caminho rumo ao “felizes para sempre”.





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1 comentários

  1. “O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício”

    Ótimo texto ^^

    O que motiva tal ato? O sentimento, ele dá a coragem para o casal ir buscar a flor. Só não podem esquecer que depois de colhida, a flor tem que ser cuidada também, se não, acaba murchando.

    Beijos mocinha
    =*

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