Por que? Para quê? Com quê? Até quando? Onde? Como? Não é uma loucura viver ainda?

18 de abril de 2008 //

Clarice Lispector...

"Quero escrever o borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro. Quero escrever amarelo-ouro com raios de translucidez. Que não me entendam pouco-se-me-dá. Nada tenho a perder. Jogo tudo na violência que sempre me povoou, o grito áspero e agudo e prolongado, o grito que eu, por falso respeito humano, não dei. Mas aqui vai o meu berro me rasgando as profundas entranhas de onde brota o estertor ambicionado. Quero abarcar o mundo com o terremoto causado pelo grito. O clímax de minha vida será a morte. "



Ah a morte, será ela uma solução para o que sinto? Sim? Não? Talvez?...

Hoje um sentimento estranho me cerca... a alma esta enegrecida e nada de alegria por perto (será que ela já esteve algum dia?)
Não sei o que acontece, só sei que sinto uma estranheza que tem uma certa melancolia em sua composição, mas que ao mesmo tempo tem também uma realidade... como um choque da vida, algo que me desperta e dá medo... tanto medo.
Mas, o que é o medo? Medo de quê?... não sei
Tenho mais perguntas do que respostas (normal isso?... o que é normal?)... logo, vou ficando por aqui... senão piora! Haha...

1 comentários:

  1. Oii Lu!! Po achei muito legal mesmo o seu blog, e muito profundo o modo como você se expressa, senti um toque de simbolismo em sua escrita! Fascinante! rs

    Beijos!

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