adj. Que não se pode tragar; insuportável.
Se tem uma palavra que não sai da minha cabeça ultimamente é esta, intragável. Acredito que ela seja uma palavra cheia, daquelas que só de falar a gente imagina algo cheio, transbordando seja lá o que for. Eu penso nisso e fico repetindo. Intragável, in-tra-gá-vel, in-tragável. E fico nessa de falar sozinha e colocar para fora tudo isso que transborda em mim. Sabe como é? Talvez você saiba, baby.
In-su-por-tá-vel. É assim que quase tudo me parece. Insuportável por ser bom ou ruim, bonito ou feio, tanto faz. Vejo algumas coisas por aí e sorrio. Na maioria das vezes é assim. O sentido que as palavras ou imagens tem para mim refletem exatamente o que considero intragável. Entende? Intragável para mim é um amor louco que grita desesperadamente e se revela em detalhes, se joga no mundo e ganha forma de vários jeitos.
É com essas coisas perco aquela estabilidade aparente de quem parece forte mas que, por dentro, se agita com qualquer sopro. Me desmancho, bem assim. Fico brincando de tentar explicar o inexplicável e acabo sendo redundante, repetitiva. Romântica. Clichê, é isso. Me resumo em palavras clichê, no irremediável. Sou o que transbordo, o que não consigo tragar. Sou eu e sou você. Sou o amor. Sou o tudo e também o nada.
Criei um Tumblr e ando transbordando coisas intragáveis por lá. A quem interessar, aí está o link dele: Intragáveis Pequenices.
Imagem: daqui.



