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Caixa Preta



adj. Que não se pode tragar; insuportável.


Se tem uma palavra que não sai da minha cabeça ultimamente é esta, intragável. Acredito que ela seja uma palavra cheia, daquelas que só de falar a gente imagina algo cheio, transbordando seja lá o que for. Eu penso nisso e fico repetindo. Intragável, in-tra-gá-vel, in-tragável. E fico nessa de falar sozinha e colocar para fora tudo isso que transborda em mim. Sabe como é? Talvez você saiba, baby.

In-su-por-tá-vel. É assim que quase tudo me parece. Insuportável por ser bom ou ruim, bonito ou feio, tanto faz. Vejo algumas coisas por aí e sorrio. Na maioria das vezes é assim. O sentido que as palavras ou imagens tem para mim refletem exatamente o que considero intragável. Entende? Intragável para mim é um amor louco que grita desesperadamente e se revela em detalhes, se joga no mundo e ganha forma de vários jeitos.

É com essas coisas perco aquela estabilidade aparente de quem parece forte mas que, por dentro, se agita com qualquer sopro. Me desmancho, bem assim. Fico brincando de tentar explicar o inexplicável e acabo sendo redundante, repetitiva. Romântica. Clichê, é isso. Me resumo em palavras clichê, no irremediável. Sou o que transbordo, o que não consigo tragar. Sou eu e sou você. Sou o amor. Sou o tudo e também o nada.


Criei um Tumblr e ando transbordando coisas intragáveis por lá. A quem interessar, aí está  o link dele:  Intragáveis Pequenices.


Imagem: daqui.
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E eu quis cuidar de ti, te colocar no colo e mimar feito criança pequena que a gente aperta nos braços, faz uma careta e ela dá aquele sorrisão. Eu quis ver aqueles sorrisos teus, aqueles grandes e brilhantes que sempre foram luz a iluminar meus dias. Quis te proteger do mundo, te entregar tudo nas mãos. Quis te salvar. Te deixar fora desse turbilhão, do tumulto que é ser gente grande e ter que fazer tudo como se começasse do zero. E você (re)começou do zero.

Eu quis te guardar em um potinho de vidro de onde você pudesse admirar tudo e sentir tudo, mas onde ficasse protegido. Intocável. Em um rompante de egoísmo eu quis te ter só para mim, longe de qualquer outro olhar que não fosse o meu e de qualquer toque que não viesse do meu corpo. Quis te alegrar, enxugar tuas lágrimas antes mesmo que elas caíssem e dizer que está tudo bem e continuará assim. Quis matar teus medos, te colocar para dormir e dizer dorme, o sonho há de ser lindo e o amanhã completamente doce.

Se eu pudesse, faria tudo por você. Como se fosse possível. Não é. Tudo que eu quis, não realizei e também não poderia. Te quis e quero feliz e exatamente por este motivo é que te deixo solto, te jogo na tempestade e te digo 'vai!'. Te dou o futuro em branco como possibilidade e todo o meu apoio para que chegues onde quiser. Dou meu colo, meu ombro e o corpo inteiro para que descanses, para que se segure. Não deixo que se acomode e te deixo na hora certa, mas sem te deixar por completo. Te protejo sem mimos, te alegro sem amarras e cuido de ti sem te iludir. O mundo é grande, as dificuldades medem o mesmo que o universo e o impossível não existe. Basta tentar e, se cair, levantar.


Gente, como mudei o url do blog, as atualizações não aparecerão no blog de vocês (pois é o antigo que vocês adicionaram). Por este motivo, para visualizar as urlatualizações, é necessário adicionar o url atual (caixa-pretta.blogspot.com). Agradeço a compreensão de todos e peço perdão pelo incômodo.


Imagem: daqui.
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Te preciso, fato. Tenho urgências enlouquecedoras e você é a única pessoa que pode resolver metade delas e me acalmar em relação a outra metade que vai ficar faltando. É estranho ou talvez não seja, mas é apenas de ti que preciso enquanto me sinto assim, em uma montanha-russa emocional, em pleno looping e prestes a cair no chão por não ter colocado o maldito cinto de segurança. É, eu sei que você me fala sobre calma e cautela, mas eu costumo não ter nenhuma dessas duas qualidades. Sou uma fonte jorrando ansiedade, lembra?

Em dias como esse, vejo como é foda ser eu. Foda no sentido de ter que aguentar uma instabilidade emocional monstra que me faz rir que nem idiota de manhã e chorar que nem uma histérica à noite. Uma amiga bem que escreveu que o amor é fodido, mas agora acho que é a gente que fode o amor, entende? Na verdade, a gente fode é a vida toda. Complicamos cada segundo de nossa existência e choramingamos depois. Estou na fase de choramingar por ter e ainda estar fazendo tanto cálculo matemático da vida, calculando tantas rotas possíveis, subtrações incontroláveis e somas irrealizáveis.

Meu alívio imediato para dias assim é amar e pensar o amor, é pensar nas doçuras dos apertos de mão, dos abraços apertados e do consolo enquanto as lágrimas molham todo o rosto. Vejo filmes, cenas quentes e penso na febre dos amantes que ironicamente esfriam os corpos em momentos de sexo. Penso em despedidas que aproximam, silêncios que comunicam angústias que suplicam socorro e me vejo refletida em cada fragmento partido de pensamento. Me vejo no espelho com a cara de choro, um sorriso no canto da boca e uma vontade contida de sair por aí desenhando corações em cada espaço vazio de muro, de mundo, de tudo.



Enfim, Caixa Preta de cara nova! Troquei o layout, que agora, creio eu, está mais por dentro das novidades 'internéticas' e tem botão "curtir" e "tweet". Dei uma modificada básica, afinal, mudar é bom e estou precisando. Outra coisa que também mudei foi o URL do blog e, por este motivo, recomendo que "linkem" de novo o blog, pois provavelmente vocês não poderão mais acessar como antes, já que o outro URL já era. Espero que gostem das mudanças! Beijo a todos!

Imagem: daqui.

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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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