Vezenquando, procuro palavras que demonstrem o que sinto, expressem meus gritos mudos e minhas raivas contidas, mas só encontro vazio. Vazio por que nenhuma delas serve pra dizer e nenhuma acerta o alvo. Não é só feliz, não é só triste, nem alegre, nem descontente... Não é nada disso. É algo que não inventaram nome ainda, não tem no dicionário e não dá para rotular.
Talvez a definição pudesse conter algo como sintomas. Mas aí pareceria doença e isso eu sei que também não é. É vontade de falar todos os palavrões conhecidos e mandar todo mundo pro inferno. Vontade de falar todas as verdades que guardo com medo de machucar as pessoas, de dizer que fulano é muito fresco e beltrano é muito doce e por isso gosto tanto. Vontade de procurar quem devo esquecer, de procurar os amigos que o tempo levou e de jogar em alguém tudo que sinto. Também é vontade de amar ainda mais, fazer sexo até não poder mais, falar bobeiras fofas de gente apaixonada, acordar ao teu lado todo santo dia e brincar de ter rotina de casal.
É uma confusão, talvez seja um estado de espírito. Será? Pode ser uma overdose de tédio ou de preguiça, assim como também pode ser uma vontade de sair porra louca curtindo a vida inteira que se descortina diante dos meus olhos, fazendo-os brilhar e me deixando com uma puta vontade de jogar tudo para o alto e fazer apenas o que eu quero, do jeito que eu quero. É apenas vontade de quietude, silêncio e barulho, tudo ao mesmo tempo.
De uns tempos pra cá, não sei o que me define e é por isso que as palavras fogem de mim. Elas fogem e eu fujo delas, não faço com que sejam minhas e uso as dos outros. É, ultimamente tenho sido uma ladra de palavras, roubando palavras dos outros e tomando-as como minhas em segredo. Apenas eu sei, guardo-as em mim e suspiro com elas.
Talvez a definição pudesse conter algo como sintomas. Mas aí pareceria doença e isso eu sei que também não é. É vontade de falar todos os palavrões conhecidos e mandar todo mundo pro inferno. Vontade de falar todas as verdades que guardo com medo de machucar as pessoas, de dizer que fulano é muito fresco e beltrano é muito doce e por isso gosto tanto. Vontade de procurar quem devo esquecer, de procurar os amigos que o tempo levou e de jogar em alguém tudo que sinto. Também é vontade de amar ainda mais, fazer sexo até não poder mais, falar bobeiras fofas de gente apaixonada, acordar ao teu lado todo santo dia e brincar de ter rotina de casal.
É uma confusão, talvez seja um estado de espírito. Será? Pode ser uma overdose de tédio ou de preguiça, assim como também pode ser uma vontade de sair porra louca curtindo a vida inteira que se descortina diante dos meus olhos, fazendo-os brilhar e me deixando com uma puta vontade de jogar tudo para o alto e fazer apenas o que eu quero, do jeito que eu quero. É apenas vontade de quietude, silêncio e barulho, tudo ao mesmo tempo.
De uns tempos pra cá, não sei o que me define e é por isso que as palavras fogem de mim. Elas fogem e eu fujo delas, não faço com que sejam minhas e uso as dos outros. É, ultimamente tenho sido uma ladra de palavras, roubando palavras dos outros e tomando-as como minhas em segredo. Apenas eu sei, guardo-as em mim e suspiro com elas.
É tudo confusão e intensidade, eu sei. Se você não está entendendo, eu também não estou, não se preocupe. Sei apenas que todo esse caos tem duas faces, uma ruim e outra boa. Ando múltipla, confusa, rebelde, doce e inconstante, mais do que nunca.
Imagem: daqui.



