As palavras simplesmente foram brincar de esconde-esconde no brejo, só pode. Sumiram todas, viraram confusão e depois vazio, nada mais. É tudo um tanto estranho, pois elas até chegam à mente, formam frases miúdas, projetos de textos, mas não chegam às pontas dos dedos. Acho que elas se perdem na corrente sangüínea, pegam a veia errada e vão parar sei lá onde.
Essa falta já ultrapassou a questão de sobrevivência e está virando questão de honra. Qualquer dia explodo de tanto acumular afetos e não conseguir expressá-los. Gesticulo, falo pelos cotovelos, choro e silencio, mas parece que ainda falta algo. Sabe como é? Preciso elaborar as coisas com palavras, preciso expor, gritar, chorar e amar através das palavras. Preciso ser mais eu, mais nós e também preciso me sentir mais últil e produtiva. Mas não consigo, é estranho e beira o engraçado, o riso desesperado e dramático, quase uma crise histérica.
Essa falta já ultrapassou a questão de sobrevivência e está virando questão de honra. Qualquer dia explodo de tanto acumular afetos e não conseguir expressá-los. Gesticulo, falo pelos cotovelos, choro e silencio, mas parece que ainda falta algo. Sabe como é? Preciso elaborar as coisas com palavras, preciso expor, gritar, chorar e amar através das palavras. Preciso ser mais eu, mais nós e também preciso me sentir mais últil e produtiva. Mas não consigo, é estranho e beira o engraçado, o riso desesperado e dramático, quase uma crise histérica.
Sinto muita vontade de escrever, mas onde foi parar minha capacidade? Ciclo seco, fase vazia, preocupações com o resto do mundo que não envolve o blog. É, pode ser. Mas escrever minhas grosserias ou minhas coisas fofas, cheias de mimimi, fazem uma falta gigante. Preciso voltar. É, repito como mantra, preciso voltar, preciso voltar, preciso voltar... Mas voltar para onde? Para mim, creio eu.
Imagem: daqui.



