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Caixa Preta


Do que não chegou a ser


Max,

Hoje acordei e misteriosamente lembrei de você. Passei o dia involuntariamente relembrando momentinhos "nossos" e outras besteiradas daquele ano que convivemos juntos. Você lembra? Fiquei com vontade de escrever só para poder sentir tudo isso novamente. Apenas lembrar. Só.

Lembrei das cartas que já te escrevi e dos momentos em que, com o coração na mão, me identificava com o "tudo era apenas uma brincadeira que foi crescendo, crescendo e me absorvendo". É, você me absorveu inteira e eu nem fui capaz de esconder isso. Quantas risadas demos juntos? E quantas vezes fiquei te olhando e guardando tua voz nos meus ouvidos só para poder ouví-la antes de dormir.

Éramos uma dupla divertida, admito. Apesar de bastante problemáticos também, já que brigávamos algumas poucas vezes, mas que valiam por várias. Lembra quando fiquei com muita raiva e joguei seu desenho todo picado em cima de você? E quando você agiu como um idiota (que, no fim das contas, você sempre foi) e tivemos uma longa conversa cheia de desculpas? E eu sempre te desculpei. Até hoje, apesar de muita coisa, não consigo ter nenhum sentimento ruim em relação a você. O que tenho é um pouco como amizade, apesar da distância que nos separa, e um carinho sem explicação.

Já faz bastante tempo que tudo isso aconteceu e as lembranças já se acalmaram em mim novamente. Espero que esteja tudo bem com você. Te vejo todos os dias, mas não falo nada, prefiro passar sem ser notada e continuar vivendo apenas com as lembranças.


Um beijo doce, se cuide.


Com carinho,
S.



Trecho da Música: "Sonhos", do Peninha e que, para mim, tem sua melhor versão na voz do Caetano.
Imagem: daqui.


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"Quando pensei setembro, pensei também numas coisas meio babacas, tipo borboletinhas esvoaçando, florzinhas arrebentando a terra, ventanias, céu azul como se fosse pintado a mão."
(Caio F. Abreu em "Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira da Sanga" )



Quando pensei que já estamos em um novo setembro, enchi-me com uma nostalgia ma-ra-vi-lho-sa-men-te boa e lenta, que me preencheu e me fez transbordar de alegria felicidade amor e todas aquelas coisas bregas de quando a gente ama. Pensei em um avião pousando, trazendo você para mim. Pensei também naquele hotel dos primeiros dias e na pensão dos dias seguintes, com suas poltronas grande e a câmera filmando tudo. Pensei nas manhãs em que acordei empolgada, sem rastros de sono apenas por saber que te veria, conversaríamos muito e, como dizem, riríamos litros.

Já faz um ano que o céu pareceu mais azul e Recife ganhou mais nuvens, ganhando um ar meio paulista-osasquense, e o vento resolveu ganhar força e bagunçar mais cabelos por aí. Pensei setembro e coisas fofas vieram em mente, como borboletas no estômago, mãos dadas ao andar pela rua, primeiro beijo ao som de Teatro dos Vampiros e cheiro de biografia na curva onde o pescoço se transforma em ombro, onde o Caio disse que o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa.

Pensei setembro e pedi por outros tantos setembros como o que passou e o que está passando. Pedi Axé, muito Axé para nós e amor também, que não pode e nem irá faltar. Que venha mais um ano e, no próximo setembro, pensarei em coisas babacas novamente, só para demonstrar minimamente o quanto te amo e continuarei amando.



Ando inconstante e cheia de idas e vindas e, por este motivo, raramente apareço por aqui e também pelos blogs de vocês. Não sou má, perdoem a falta de jeito, mas é que ando meio ao deus dará, compreendem? Leio todos os comentários e adoro cada um, mas não tenho retribuído. Espero que entendam. Beijo a todos e muito obrigada pela leitura de sempre.


Imagem: daqui.

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"Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido"
('Esconderijo' - Ana Cañas)


Hoje eu quis fugir. Fugir das pessoas que conheço, de mim e até de ti. Me veio uma vontade de sumir sem explicar e nem deixar bilhete de adeus. Quis simplesmente sumir por um tempo, o suficiente para me encontrar, ouvir algumas músicas que relembrassem minhas crises existenciais e outras que não me deixassem esquecer que tenho um amor e nem tudo está perdido. Eu quis um lugar vazio, longe de tudo, sem telefone ou internet. Apenas o vazio e eu, o silêncio e meus pensamentos.

Eu quis chorar até ficar submersa pelas minhas lágrimas, gritar até perder o ar e sair andando por aí, sem rumo e direção, buscando respostas para algumas questões que tiram o sono de vez em quando. Hoje eu quis descobrir qual o sentido da vida, o que farei no futuro e se tudo isso dará certo no final. Quis tentar, em vão, acalmar meu coração diante dessa coisa estranha que é ficar adulto, mesmo eu não sendo mais nenhuma adolescente de 15 anos.

Senti saudade de sofrer por amor, dos tempos de colégio, dos amigos distantes e de quando as coisas pareciam mais distantes e algumas questões e escolhas pareciam estar em um futuro que nunca chegaria. Mas chegou e cá estou eu, tendo chiliques histéricos e sem saber o que fazer.

Quando fico assim, tua voz me aparece como um convite, calmante natural que me salva de tudo isso e, mesmo que eu fique quieta, fico pedindo no silêncio que você não pare de falar, que continue dizendo as verdades que preciso ouvir e me faça acordar dessa escuridão que às vezes teimo em querer mergulhar. Você me salva de mim mesma, me leva para a calmaria e me dá, apenas com um gesto, tudo que mais preciso quando me sinto assim, fugidia.




Imagem: daqui.

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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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