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Caixa Preta


Queria sair dançando com o vento ligeiro que carrega folhas e bagunça os cabelos das moças. Também queria ter pincéis e cores, tantas quantas existissem e também as que ainda seriam inventadas, mesmo que praticamente impossível. Sua mente queria apreender as entrelinhas da paisagem, a voz da chuva e de seu coração inquieto e perdido no meio de tanta festa após o dia de seus anos.

As palavras, que sempre foram excesso, agora se desmanchavam em sopas de letrinhas e de repente, não mais que de repente, escorriam todas pelas pontas dos dedos. Sumiam, viravam branco e nada mais.

Em um cenário estonteantemente lindo, queria expressar a beleza do que (vi)via. Sabia da ineficiência das tentativas, era questão de tempo até as palavras virarem cor novamente. Vai voando por aí, admirando outras letras e achando tudo lindo. Precisa esperar e enquanto espera, vive.



_____________________________
22 invernos completados (foi dia 27) e fica a sensação de que algo mudou,
certamente mudou. Continuo meio lá e meio cá, com uma ânsia de viver
e com pouca vontade de "internetices".
Ando pensando em fazer um layout novo pra cá, cansei desse.
No mais, é isso.
Agradeço o carinho e mando beijos a todos.

Imagem: daqui.

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"E você vem e você chega e entra quebrando o realismo da sala, quando você entra muda tudo, a casa fica diferente, as cadeiras se movem, os vasos de rosa voam no ar, as mesas rodam..."
(Arnaldo Jabor em "Eu sei que vou te amar")


E chegou. O noticiário avisa o início do inverno, mas os dias continuam quentes. Faz muito calor, chove de madrugada e esfria. O sono vai embora e busco calor no teu corpo que está bem ao lado do meu. Te ouço dormir calmamente, respiração suave e rosto sereno. Acredito que esteja tendo algum sonho bom e me atrevo a somente te olhar e pensar. Pois é, penso demais e você sonha. Sonhamos, é certo.

Daqueles invernos antigos, pouco restou. Uma saudade reciclada, um sorriso distraído, um olhar distante e prestes a chover. Como chovia naqueles tempos. Do lado de fora era sol, céu azul e brilho que ofuscava a visão dos que não usavam óculos escuros. Do lado de dentro, choviam tempestades intermináveis e cada vez mais frias. Estranho. Era inverno dentro e fora, mais fora do que dentro, porém.

Hoje, no inverno litorâneo em que novamente estamos, chove muito e a paisagem se rende aos vários metros cúbicos de água que despencam do céu. Dizem que a chuva é São Pedro lavando sua casa por causa das festas de Santo Antônio e São João. Pode ser. Com o tempo que passou, o inverno atual está cheio de febre e, se chove lá fora, aqui dentro tudo queima com o calor lilás de um amor que chegou de repente e rompeu todo o realismo no qual eu acreditava. Chegou, rompeu e renovou, criou uma realidade nova onde o inverno não é mais tão frio. É quente, na medida exata do calor que emana de ti.




Imagem: daqui.
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Quando foi que te escrevi pela última vez? Já faz tanto que não me recordo se foi março ou abril, quem sabe fevereiro. A questão é que hoje me deu uma vontade meio doida de te escrever sem motivo aparente, falar bobagens em algum tipo de desabafo egoísta, apenas. Tenho sentido saudade e algo aqui dentro de mim cresceu desde a última vez que te falei. Já me certifiquei de que não é fome, sede ou algo que possa ser facilmente preenchido com simplicidades. É algo complexo e descobri que tem a medida exata do teu tamanho, 172 centímetros exatos.

Ultimamente a chuva não tem dado trégua. Chove todo santo dia, as ruas alagam e meus pés ficam encharcados toda vez que saio de casa. Mal saio, é verdade. O frio apareceu e na falta de você para me aquecer, uso aquela camisa cinza, lembra? Um dia você vai me ver nela e rir muito, pois dentro dela cabe você e eu juntos, de tão grande. Quase sumo dentro dela e lembro de ti, da mão no rosto, da foto que mais amo e de como você me aquece quando tenho frio. Você é quente e eu, fria.

Ando vendo muito anime, pensando demais e é tudo culpa sua, admito. É culpa minha também, que fico bancando a de poucas palavras e muito sentimento. De repente dá aquele click e a gente percebe que o que sente é maior do que o tamanho do coração. Daí vem a sensação de que não vai caber e vai transbordar, e transborda. O amor que sinto transbordou, entende? E foi desse jeito, de repente, após uma xícara de café e um filme romântico, que me dei conta de como isso tudo cresceu.

Te vejo em todas as coisas e ouço a tua voz pelo telefone. Me vejo e te vejo em tudo, nas expressões do dia e nas risadas que dou sozinha enquanto vejo Honey & Clover pensando em qual seria a tua expressão diante da mesma cena. Te mando essas palavras e te toco através delas como se fosse possível que você simplesmente apareça diante de mim. Espero mesmo que apareça, em breve.




Ps¹: hoje o dia amanheceu radiante e os girassóis mais amarelos para comemorar o aniversário da Princesa Girassol. Parabéns amada quiamo!
Ps²: enfim, férias! Agora sim terei tempo para ler cada um de vocês e escrever mais aqui na Caixa. Beijogeral!



Imagem: 'love letter', por ~zahnpasta


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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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