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Caixa Preta


- Das faltas que só sabemos sentir.


O silêncio se materializa diante de mim e quase posso tocá-lo, dando-lhe um abraço como se fosse aquele último que não consegui te dar quando você saiu por esta porta. Foram momentos ruins, descontrole meu e apenas o eco da minha voz que você não quis mais ouvir ficou na sala e ressoou na minha cabeça.

Dizem que o amor é como receita de bolo, precisa das quantidades certas de ingredientes para crescer e ficar gostoso. É bem verdade, hoje vejo. Acredito que ficamos tensos, apenas. Nossa receita dá certo e isso é tão óbvio para mim que chega a parecer patético imaginar que você também não ache isso. Você acha, não é?

Eu sei, sei que meu erro foi a impaciência permantente diante da espera por sei lá o quê. Mas eu me ajeito e você me ajuda, simples assim. É estranho ficar em casa e sentí-la vazia da tua presença que iluminava todos os móveis e cômodos. Não é o mesmo lugar, falta algo grande e é você. Somos nós, entende? Tudo isso é muito grande para ser vivido por apenas uma pessoa, duas é o ideal, o perfeito e necessário.

Toco o vazio e te imagino sentado ao meu lado enquanto assisto pela enésima vez aquele filme que faz chover aqui. Até o café teima em me fazer te sentir, acredita? No final desses dias estranhos, eu sei que você vai voltar, vamos pedir milhões de desculpas e nos amar ainda mais. Nós sabemos que é praticamente impossível a existência de um sem a metade que temos um no outro, por isso, ficarei toda noite a te esperar. Te peço apenas que, quando você voltar, tranque a porta, apague as luzes e saiba que te amo.




Imagem: daqui.

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"Eu tenho um sonho, eu tenho um destino,
e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo."
(Caio F. Abreu em "Dama da Noite")



Quero mais é que tudo vá para o inferno. Dá pra entender? Pouco me importa se isso é querer demais ou reduzir tudo à minha vontade, quero mais é ser egoísta uma vez na vida. Quero gritar ao mundo o que sinto aqui dentro, arrebenta cada fibra desse músculo involuntário que a gente chama de coração e que teima em ferrar com a vida da gente quando nos apaixonamos. Não ligo, quero mais é me ferrar para sempre se for para amar alguém.

Cara, 'cê' sabe o que é isso? É uma vontade de falar tudo e deixar você com as mãos tremendo e as pernas bambas com a enxurrada de amor que tenho pra te dar. É o desespero que toma conta de mim toda vez que te vejo sorrir e penso que é exatamente este que quero guardar na estante e tomar como meu abrigo. Não há muita lógica nisso, eu sei, e nem estou aparentando muita lucidez aos teus olhos. Mas posso te jurar que não bebi e nem usei nenhum tipo de droga, sou eu de corpo e alma aqui na tua frente e gritando aos quatro ventos que te amo. Entende?

Não ligo que me achem imatura, inconsequente ou qualquer coisa desse tipo. Ligo apenas para a minha vontade de encontrar O Verdadeiro Amor e a certeza de que já encontrei exatamente em ti. Não se assuste comigo. Só me compreenda e entenda tudo isso que te jogo na cara como se fosse a coisa mais simples do mundo. E é, pois amor é simples como matemática e é contigo que quero me somar.

É isso, eu te amo. Entende? Agora que já esclareci tudo isso, não fala nada, demonstra e me toma, me beija e me ama como eu te amo.



_______________________________________
Para você que me ama e vai copiar sem creditar:
plágio é crime e não é novidade.
O blog tem licença, ou seja, está copiando consciente do erro e isso é mais fácil ainda de te incriminar.
Posso te colocar aqui, ó.
Ok? E não, não é uma ameaça.



Imagem:'A movie script ending I by', por *brambura33.

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- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
('O dia que Júpiter encontrou Saturno' - Caio F. Abreu)


Ontem a dor não chegou e as cenas ficaram congeladas diante dos olhos dela. A bebida continuou no copo e as palavras continuaram guardadas no silêncio da voz que não saiu. Foi simples e rápido, porém marcante. Encontraram-se por acaso a alguns metros do chão e os olhares se encontraram para nunca mais se perderem.

Ele estava de branco por que branco é calma e isso era tudo que precisava na sua vida tumultuada sete dias por semana. Ela também estava de branco, não por opção, mas por que era a única cor que lhe cabia. Foi a primeira pessoa que ele viu ao entrar. Parada na varanda, olhando estrelas e misturando-se à imagem da noite já caída. Próximos um ao outro pareciam personagens do mesmo quadro. Combinavam, apenas.

Nas entrelinhas do tom de voz, liam-se silenciosamente com a intimidade dos que já se conhecem mesmo sem se conhecerem. Poderia ter sido em outra vida, alguma dimensão desconhecida ou outro planeta inexplorado. Talvez seus signos combinassem e no meio de todas as linhas de algum mapa astral estivesse escrito que se reencontrariam. Vinte anos, provavelmente.

Ele disse que os olhos dela pareciam duas estrelas maduras que despencaram do céu quando cansaram de iluminar os humanos. Decidiram brilhar apenas para uns poucos que tivessem sorte de olhá-la de perto. Ela disse que o cabelo dele era exatamente da cor do céu noturno, um cinzaescuroquasepreto. Ele falou que queria beber e fumar à vontade e por isso saiu de casa. Ela simplesmente não tinha casa e queria encontrá-lo já faz muito tempo. Havia saído da vida dele antes mesmo de entrar, pela tangente, em uma tarde fria e um acidente de carro.

Seus corpos não se aproximaram e nem trocaram carinhos além dos contidos em seus olhos e sorrisos. Na condição em que se encontravam, não precisavam mais disso. Ao final da noite não ficariam juntos, procurariam um pelo outro nos corpos de outras pessoas e não se encontrariam. Ele sentiria saudade dela na manhã seguinte enquanto ela já sabia com era ter saudade dele. Se perderiam hoje para se encontrar em algum outro lugar. No infinito, onde as linhas paralelas se encontram.


Imagem: daqui.


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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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