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Caixa Preta


"Não venha mais me negacear
Teu choro não me faz desistir
Teu riso não me faz reclinar"
('Adeus Você' - Los Hermanos)


Sabe cara, não vou precisar de muito tempo para te dizer tudo que está explodindo aqui dentro de mim. Até pensei em tomar algo para 'abrir a mente', sabe, mas acabei percebendo que a raiva é tão, mas tão grande que as coisas vão sair por conta própria. Preciso e prefiro estar lúcida, apesar da raiva, para poder olhar na tua cara ridícula enquanto rio dela me gabando por não fazer mais parte de ti.

Sou egoísta. Com-ple-ta-men-te egoísta e faço questão de relembrar isso todos os dias, principalmente depois de você. Chega um dia que a gente cansa, meu amigo. Cansa da mesma vida de sempre, das brigas, dos dias bonitos, das lágrimas e até dos sorrisos sempre presentes. O bonito também cansa, mas é o feio que marca mais. Foi assim conosco, com a nossa vida e família. Ela existiu de verdade? Creio que não.

É um puta rancor que trago aqui no peito e mesmo que eu morra um pouco mais a cada dia por causa disso, não volto atrás em momento algum. Não conseguiríamos conviver por muito tempo e nem teríamos algo mais do que paixão. Mudo rápido demais, mas não sou efêmera por isso. Sou caleidoscópica, apenas. Hoje me satisfaço com pouco e amanhã quero o mundo aos meus pés, entende? Narcisismo puro.

De nada adianta essa ladainha diária, as mentiras escritas nas entrelinhas e as tentativas fracassadas. É perda de tempo e esse mesmo tempo, para mim, é vital. Prefiro jogar tudo isso no lixo, cuspir todas as coisas de volta para ti ao invés de engolir a seco e viver amarga. Deixa estar, segue teu rumo que o meu já está definido bem longe desse turbilhão. Fica aí, paga a conta e eu vou embora para sempre. Quero a calmaria, um punhado de estrelas maduras e a doçura do viver em paz.


Imagem: 'Just Walk Away', por *onixa.


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"Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá"
('Ainda Bem' - Vanessa da Mata)



Um ano atrás, a vida não havia sido planejada para ser da forma que é hoje. A águas de março não planejavam molhar o Recife como molham neste dia e a rotina não esperava ser a sequência de hoje. Um ano atrás, os planos eram apenas seguir sem mexer em nada, avançar dia após dias rumo a um objetivo qualquer que pudesse simplesmente fazer esquecer o que passou.

Um ano atrás, o computador consolava atuando como melhor amigo e as palavras foram intensificando seu poder. Os amigos eram mais distantes, cada um em uma ponta do país. O coração estava vazio e pretendia ficar assim por um bom tempo, apenas colando os pedaços jogados pelos cantos.

Um ano atrás, uma cupida muito inteligente, com brilho de girassol e estirpe de princesa uniu duas pessoas que também não tinham pretensão alguma de um dia virem a ser mais que amigos. A viagem de avião pelo país não era sonhada, o encontro inesperado e o amor era apenas início. As alianças continuariam na vitrine e os sorrisos guardados. Porém, o acaso bem planejado modificou o roteiro e da brincadeira surgiu algo sério.

Hoje, um ano depois, o amor tomou conta de tudo, invadiu cada fresta e o roteiro da história foi todo modificado. Uma mudança de Estado, um compromisso mais sério, a troca de alianças e um filhote para acompanhar. Hoje, 25 de março de 2010, fecha-se uma gestalt, um ciclo de acontecimentos e tem início uma nova fase. É um ano de lilás, um ano ao teu lado e apenas o começo da nossa caminhada.


Ps: eu te amo!


Imagem: daqui.
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"- porque sempre chega um momento em que até o bonito se torna insuportável -"
(Caio Fernando Abreu em 'O Ovo Apunhalado')



Eu poderia ficar parada naqueles degraus molhados por horas a fio, apenas esperando que você destrancasse a porta e me deixasse entrar oferecendo um café quente e um cobertor para que eu me acomodasse na tua cama de solteiro que faz barulho com qualquer movimento mais forte. Poderia deixar a chuva continuar me molhando, encaracolando meus cabelos artificialmente lisos enquanto, junto com o liso do cabelo, ia embora a minha pose de durona que nunca precisa de ajuda e só sabe ajudar.

Enquanto esperaria a porta abrir, repassaria o meu discurso ensaiado na frente do espelho apenas com a expectativa de que conseguisse reproduzí-lo ao te ver, mesmo sabendo que não conseguiria, pois já estava bastante nervosa e nem ao menos tinha cruzado meus olhos nos teus. Eu ficaria imaginando o que aconteceria depois do som da tranca se abrindo, se seria gentil ou grosseiro, se me abraçaria sem receio de molhar-se e diria que também sentiu minha falta ou se apenas me agarraria forte, me levaria para dentro de casa e seria só amor, sem fim, como sempre foi.

Talvez eu trouxesse algum pedaço de papel onde só haveria tinta de caneta borrada e resquícios de palavras que um dia quiseram revelar amor. Talvez eu aparecesse bêbada demais ou sóbria demais e isso não seria nada bom, já que os extremos sempre geram problemas e nós não nos entenderíamos assim. Eu te daria uma flor roubada do jardim da casa da esquina, uma margarida ensopada pela chuva e ainda viva, assim como nós. Como eu.

Talvez, porém, eu também não fizesse nada disso e apenas te ligasse no meio da noite apenas para dizer que te amo e que tudo não passou de uma brincadeira minha, uma birra daquelas que sempre faço ou, quem sabe, um sonho daqueles em que é só abrir os olhos e pronto, tudo volta ao normal. Nunca aconteceu nada e nós apenas dissemos 'tchau e boa noite' para, no dia seguinte, nos beijarmos e dizer 'bom dia'.


Imagem: daqui.
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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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