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Caixa Preta

Imagem: 'Ice Heart', por ~chaosqueen122




"When leaves have fallen and skies turned into grey
The night keeps on closing in on the day
A nightingale sings his song of farewell
You better hide for her freezing hell..."
('Ice Queen' - Within Temptation)



Talvez eu sofra de algum distúrbio psicótico, talvez esquizofrenia (oi?... tá, é exagero!) ou algum transtorno dissociativo da personalidade e que me faz ter momentos de extrema sensibilidade e outros de uma frieza quase psicopata... Será? Alguns traços mais agressivos aqui, um pouco de emotividade escassa alí, mais um punhado de sinceridade e poucas gotas de contenção para falar verdades. Pronto, prato perfeito para más interpretações. E dizem que sou azeda, mas quem me conhece realmente se nem eu mesma me conheço?

Máscaras nos (me) cobrem ao longo de toda a vida. Impossível ser completamente fiel a quem você realmente é e em todos os locais. Seria falsidade? Se defender não é ser falso. Ser contido com a maioria e simpático e sociável com os "íntimos" não faz de mim uma pessoa fria. E o mundo continua girando em torno das aparências. É um assunto mais do que clichê, até eu canso disso, mas fazer o quê?

Todos nós julgamos e somos julgados, e por isso mesmo, cabe a nós (e mais ninguém) ver até que ponto estamos acertando e errando na hipótese de que fulaninho é metido, beltraninha é insensível e blá blá blá. Tá bom, chega desse assunto. Já desabafei minha raiva (descontrolada?), agora vou voltar ao meu "coração gelado", por que, sinceramente, eu AMO o frio. Sendo direta: vai julgar a mãe!!! (É deselegante, porém, liguei o foda-se!).


Sólido como o chão
Branco, cinza... distante
É então um Gélido coração

Necessitado de calor
Talvez um pouco de amor
Ou então, quem sabe
Apenas um pouco de tranquilidade

Jogar para fora a raiva
Incompreensão cega
Julgamentos de todos os lados
Não ligo, faço pouco caso
Por que estão todos
Bastante equivocados.
(...)


- Luciana Brito -


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Imagem: 'Conversa a dois', por Dri~









A sala já era ponto comum das conversas deles. Ela deitada no sofá branco e até um pouco sujo, pois sempre colocava os pés nele, e ele deitado no tapete, olhando as revistas de desenho que sempre estavam na mesa de centro. Eram horas de conversa, vários dias na semana e temas sem fim. Naquele dia não seria diferente, porém, o tema dessa vez era o que achavam interessante nas pessoas e, mais especificamente, na pessoa da qual gostavam.



Olhando para ela, começou a falar sem medo:



- Eu Nunca tinha visto olhos, pele e pescoço que me chamassem a atenção, mas agora passei a notar mais. Existe um perfume que tenho que sentir todos os dias, uma voz que me agrada, me deixa calmo e suave. É estranho, mas ela me deixa com esse sorriso bobo. Sua Beleza, o olhar, o jeito... Tão carinhosa, inteligente, brava, algumas horas bem e outras mal, mas ainda sim me chama a atenção, me faz desejar... São as palavras cheias de cores. Quando estou ouvindo ela, nossa, é poesia e musica ao mesmo tempo...

Olhar para ela é ver as cores de um Arco-íris diferente, é sentir algo novo a cada conversa, aprender mais a cada dia e ter um sorriso novo a cada momento. É, pensar nela me faz bem, mas estar junto dela... Ah, não tenho palavras para explicar, nada se compara a esses momentos...



Ela ouviu atentamente todas as palavras dele, agora, era sua vez de falar. Pensava consigo mesma, até que, as palavras começaram a fluir:



- Eu nunca me esquecerei do sorriso dele. Fico com o pensamento fixo naquele sorriso bobo e um tanto atrativo e não consigo parar de imaginar o quão bonito é. Talvez seja simples expressão de uma alegria nada misteriosa ou, quem sabe, apenas um jeito de dizer 'eu te amo' sem pronunciar palavra alguma. É uma pintura da qual eu não conseguir tirar meus olhos. Fico pensando como podem ser tão perfeitos, os lábios, os dentes... O sorriso é completa harmonia. Uma harmonia que insiste em me fascinar, imagem que não sai da minha cabeça, me deixa feliz.



Haviam falado, deixaram escapar os sentimentos em relação àqueles que amavam. Porém, havia algo nas entrelinhas da conversa, pois ela soube que era dela que ele falava e por sua vez, ele também se viu no discurso dela. Não havia mais o que esconder, revelaram-se. Era ela que ele admirava, o motivo do seu sorriso bobo, sorriso esse, que era o motivo da felicidade dela. Ambos eram, então, o motivo um do outro.







- Palavras minhas e de Adriel -




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Imagem: 'breathe', por ~RobbyP


"Breathe, breathe in the air.
Don't be afraid to care.
Leave but don't leave me.
Look around and choose your own ground."
('Breathe' - Pink Floyd)





Estava no meio de uma aula chata e sentia-se sufocada. Precisava de ar, da liberdade e o ar que ela trás consigo. Não conseguia se concentrar em mais nada a não ser na angústia pela falta de algo que é essencial. Estranho sentir-se mal no local que sempre lhe era tão acolhedor. Queria sair, precisava sair antes que o ar lhe faltasse completamente.

Avançara, pálida, porta afora. Saiu deixando suas coisas para trás, pouco lhe importavam naquele momento. Ela queria o ar, imediatamente! Saiu andando sem direção. Os prédios da cidade, as ruas tumultuadas, os sujeitos com os mesmos palavrões de sempre e o mesmo intinerário de sempre lhe sufocavam ainda mais. Precisa encontrar um lugar livre. Esbarrou em algumas pessoas e o máximo que conseguia captar eram as grosserias que eram, no mínimo, um 'Tá cega garota?'. Não importava, só queria fugir e respirar.

Encontrou uma praça. Deixou-se cair no chão como quem cai na cama mais macia. Para ela, aquela grama era mais confortável do que qualquer cama: era natural! Precisava dessa natureza, do pouco que restava dela, da calma. Era sintonia, passou a respirar junto com a terra. Foram seus minutos consigo mesma, com o natural que há em si, sua parte sem agendas ou provas para lembrar. Minutos em que viver não lhe parecia tão pesado. Desde então a liberdade a tomou e nunca mais fora a mesma pessoa.

Inspirou, expirou, respirou... Suspirou.


- Luciana Brito -
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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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