Acordara no meio da vida. Estranho deparar-se com o que não era antes visto, enxergado e vivenciado. Uma sensação estranha, euforia que aquecia o coração, vontade de lançar-se adiante, no além-de-si, no outro. Uma beleza simples, gosto de tutti-frutti na boca e era como uma criança boba diante do brinquedo tão esperado. Olhos brilhantes, duas estrelas caídas do céu e que recobraram a beleza antes perdida.
Um grande quebra-cabeças estava se formando. Cada peça colocada de maneira cautelosa e nem por isso menos saborosa. Seu sentimento era assim. Um amor-operação, que nem matemática que a gente vê na escola. Somaram-se e ao mesmo tempo multiplica-se e divide-se o amor... cresce e se expande: física!
Era nessa hora que sentia-se uma caixa. Pequena-grande caixa que a cada momento tem algo novo dentro de si, vai sendo preenchida com os detalhes, cores, sons, pensamentos, pedaços de papel, músicas... De tudo um pouco. A caixa que guarda o seu amor-quebra-cabeças.
Acordar no meio da vida soou estranho e de uma beleza impressionante. O coração acelerado e a vontade louca de sentir completamente o que lhe reservam. Brincar com o esperado brinquedo, juntar todas as peças e sentir o gosto doce que tem o final. Gosto de eterno quero mais. Misturas, química perfeita... assim há de ser quando tudo se completar.
- Luciana Brito -
"Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você"
('Aula de Matemática' - Tom Jobim/Marino Pinto)
"Prá finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você"
('Aula de Matemática' - Tom Jobim/Marino Pinto)



