Imagem: 'By The Window II', por *Eirian-stockReduziu o mundo à visão da janela. Conhecia um pouco de cada pedacinho do planeta sem nunca ter precisado sair de seu quarto. O seu quarto tinha cada pedacinho do mundo. Ele era seu, o seu mundo estranho e interessante que pertencia somente a ela.
Através do vidro incolor e ao mesmo tempo colorido pelos raios do sol, ela sentia uma enorme vontade de jogar-se nesse mundo que via. Era uma sensação estranha. Sentia seu corpo tomado por uma extrema emoção. Indefinível. Indecifrável. Inexplicável.
Lia os versos do mundo e identificava fragmentos do que sentia. O céu noturno refletia com suas estrelas, o desejo que ela sentia. Queria tocá-las. Tudo estava resumido ao entregar-se de corpo e alma a esse mundo, a esse amor que sente e não expressa. Não se trata de amor por alguém. Seu amor não tem objetivo específico, é amor e pronto. Espalha-se feito o vento que lhe toca o rosto.
Lembrava ao mesmo tempo, das palavras certa vez ouvidas de uma voz de veludo azul. Matinha a esperança discretamente acesa no sentido destas palavras e serenamente prosseguia nas suas tempestades particulares e nos momentos de querer jogar-se pela janela rumo ao mundo que via. Encerrava seus pensamentos com a lembrança das palavras que diziam:
Através do vidro incolor e ao mesmo tempo colorido pelos raios do sol, ela sentia uma enorme vontade de jogar-se nesse mundo que via. Era uma sensação estranha. Sentia seu corpo tomado por uma extrema emoção. Indefinível. Indecifrável. Inexplicável.
Lia os versos do mundo e identificava fragmentos do que sentia. O céu noturno refletia com suas estrelas, o desejo que ela sentia. Queria tocá-las. Tudo estava resumido ao entregar-se de corpo e alma a esse mundo, a esse amor que sente e não expressa. Não se trata de amor por alguém. Seu amor não tem objetivo específico, é amor e pronto. Espalha-se feito o vento que lhe toca o rosto.
Lembrava ao mesmo tempo, das palavras certa vez ouvidas de uma voz de veludo azul. Matinha a esperança discretamente acesa no sentido destas palavras e serenamente prosseguia nas suas tempestades particulares e nos momentos de querer jogar-se pela janela rumo ao mundo que via. Encerrava seus pensamentos com a lembrança das palavras que diziam:
O amor em teu peito de menina
Há de ser dor que a ti desatina
Mas ao desfazer-se a neblina
Há de brilhar novamente a luz que te ilumina
Há de ser dor que a ti desatina
Mas ao desfazer-se a neblina
Há de brilhar novamente a luz que te ilumina
- Luciana Brito -


