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Caixa Preta

Imagem: 'By The Window II', por *Eirian-stock



Reduziu o mundo à visão da janela. Conhecia um pouco de cada pedacinho do planeta sem nunca ter precisado sair de seu quarto. O seu quarto tinha cada pedacinho do mundo. Ele era seu, o seu mundo estranho e interessante que pertencia somente a ela.

Através do vidro incolor e ao mesmo tempo colorido pelos raios do sol, ela sentia uma enorme vontade de jogar-se nesse mundo que via. Era uma sensação estranha. Sentia seu corpo tomado por uma extrema emoção. Indefinível. Indecifrável. Inexplicável.

Lia os versos do mundo e identificava fragmentos do que sentia. O céu noturno refletia com suas estrelas, o desejo que ela sentia. Queria tocá-las. Tudo estava resumido ao entregar-se de corpo e alma a esse mundo, a esse amor que sente e não expressa. Não se trata de amor por alguém. Seu amor não tem objetivo específico, é amor e pronto. Espalha-se feito o vento que lhe toca o rosto.

Lembrava ao mesmo tempo, das palavras certa vez ouvidas de uma voz de veludo azul. Matinha a esperança discretamente acesa no sentido destas palavras e serenamente prosseguia nas suas tempestades particulares e nos momentos de querer jogar-se pela janela rumo ao mundo que via. Encerrava seus pensamentos com a lembrança das palavras que diziam:

O amor em teu peito de menina
Há de ser dor que a ti desatina
Mas ao desfazer-se a neblina
Há de brilhar novamente a luz que te ilumina



- Luciana Brito -
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Imagem: 'Children Of The Grave', por ~In-Loving-Memory



É tão fácil acreditar que foi trocado ao invés de admitir que me perdeu por culpa própria.

Um orgulho ferido machuca tanto que para se defender de tal dor, vários artifícios são utilizados, entre eles a inversão dos papéis. Claro que em um erro, a culpa pode ter sido de ambos, não podemos negar que pode acontecer dessa forma, mas por que fingir que admite e ainda sim ficar culpando o outro lado como se fosse o que errou mais?

As coisas foram tão lindas enquanto deram certo... e como davam certo. Realmente crianças juntas brincando de ser adultos. Foram crianças por tempo demais. Um dia a brincadeira chega ao fim.

Foi um fim triste, pois toda criança que se preze gosta de uma brincadeira e deseja que ela seja eterna. Quando ela termina, fica o gosto de quero mais, a tristeza pelo fim... e quando a brincadeira termina pela metade, fica o sentimento pesado de que ficou faltando o principal.

Depois da brincadeira as crianças voltam para casa, seguem suas vidas, mesmo que a tristeza da brincadeira ainda exista e machuque muito. As lembranças do que foi bom são mais fortes, isso consola. Mas a vida não para, fazer o quê?

Admitir o erro pode ser a primeira forma de começar a andar. Porém é tão difícil que muitos seguem pelo caminho mais fácil, o de jogar tudo nas mãos dos outros e fingir que admitiram. Claro, até eu faço isso! Acho até que todo mundo faz, mas chega uma hora que enxergamos (ou nos jogam isso na cara) e finalmente nos damos conta. O problema mora em nem depois disso mudar.

Enfim, chega uma hora que brincar de ser criança não dá mais!



- Luciana Brito -




"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba..."
('Por Enquanto' - Renato Russo)
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Imagem: por Kurt Halsey Frederiksen



Entrega-se aos sonhos, pensamentos brilhantes de sua mente. Não é só de coisas ruins e pesadas que ela é feita, mas também possui uma parte colorida e sonhadora. Nos seus sonhos ele está presente. Perde-se no encantamento de tê-lo ao menos nesse recanto onde tudo é possível.

Vê-se ao lado dele. Deseja que isso fosse sua realidade no momento, mas não é. Porém, nesse momento o seu devaneio fala mais alto. Ao lado dele ela sente-se segura. Realidade e sonho se misturam, viram aquarela e formam uma tela encantadora. Sente a presença dele como se estivesse alí, tão perto que pode sentir sua respiração.

Gostaria de arriscar. Qual o problema de sonhar? Qual o problema de querer torná-lo realidade?

Conversam, riem e até choram juntos. Através de uma distância fisicamente cruel, mas que ainda sim os aproxima. Sente vontade de sair correndo de seu sonho e ir ao encontro deste que lhe proporciona tantas coisas boas. Sua sinceridade cortante a encanta. Tão diferente do comum... Deseja. Sorrir junto com ele das bobagens mais simples. Ir ao parque, deixar o tempo passar. Beber um pouco em um bar e tantas outras coisas a se fazer.

Que sentimento será esse? Boa amizade? Um amor para o futuro?

Gostaria de saber a resposta. O tempo encarrega-se de ir revelando no compasso do relógio. Nesse tipo de assunto a pressa de nada adianta... Continua sonhando silenciosamente, admirando cada paisagem destes sonhos e expressando-as em palavras.



- Luciana Brito -
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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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