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Imagem: 'Best Friends', por ShotDownEgo



Era dezembro. Mês embriagado pelo ar do fim de um ano e expectativas do ano novo. Encontraram-se em um local atípico e dentre tantas pessoas, escolheram-se. Iniciaram uma relação que dura e se fortalece a cada dia. Lembranças coloridas de um começo diferente. Relação diferente. Virtual para alguns... Mas o que é real?

Construíram uma amizade sincera. Mesmo distantes fisicamente, são próximos em muitas coisas. Curiosidades. Personalidade. Bricam que são clones. Como duas pessoas podem se parecer tanto?

Preocupam-se um com o outro. Retomam valores por muitos esquecidos. Esrevem cartas-conversas que são como estarem falando lado a lado. Dá até para sentir a presença um do outro. Vivem brincando de viver. Seguem um caminho incerto.

Resgatam os detalhes. Memória boa e ruim se misturam. Um filme cheio de idas e vindas ao computador. Uma música marcante para ambos. Uma boca com sabor de fruta. Um poema... "Oh que saudade que eu tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais". Coca-cola e algumas conversas.

Traçando um futuro, seguem na sua amizade e esperam muito do futuro. Um encontro. Enfim o grande abraço tão esperado.

Ele é alguém muito especial e ela é a Lux dele.

São amigos e isso é tudo!


=]


- Luciana Brito -




"Ei você,
Não me diga que não há nenhuma esperança
Juntos nós resistimos, separados nós caimos"
('Hey You' - Pink Floyd)



* O poema citado no texto é "Meus oito anos", de Casimiro de Abreu.
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Imagem: 'lost in the colors', por ~li-bra



Sem palavras. Um aperto no peito, coração esmagado. Inquietação alegre-triste, tão incomum quanto o rir e chorar ao mesmo tempo. Não sabe ser-estar alegre ou triste, vive as duas coisas de maneira que lhe são estranhas. Não acostuma.

No exato momento de seu encontro com seus pensamentos confusos, ela chora. Suas lágrimas fluem como a correnteza de um rio. A noite que não estava fria faz o corpo dela tremer. Seria frio? Nervosismo. Está no auge do que consegue sentir em um momento único. Chora e sente ondas de tremor que invadem seu corpo como as badaladas da catedral.

Sente um enorme desejo de mergulhar em parte do que está sentindo. Arriscar sem medo do por vir. Jogar-se em direção ao incerto. Desconhecido. Livrar-se de parte do peso que ainda carrega sobre seus ombros doridos. Desconfundir-se. Mostrar-se. Valorizar-se. Milhões de possibilidades se jogam na mesa propondo as cartas do jogo que é sua vida.

Rende-se às palavras.

De um lado silêncio, do outro, amizade. Confusão. Percebe-se mais nesses momentos. Enxerga suas diferenças, seu agir. Ela sabe. Ninguém mais precisa saber. Existe uma prece só sua. Desejos interiores e expectativas. Um punhado de sonhos em busca da realidade.

Sua desorganização diminui depois da euforia inicial. Cessar do choro. Invade-lhe uma alegria. Seu momento passou e agora resta que ela aproveite o que se foi em busca do que virá.

Liga o som. Coloca seu grito para fora e canta. Na música se refugia e cada nota é um pedaço de si que se recompõe. A madrugada avança. A tempestade passou. Ela dorme. Sim, amanhã é outro dia.


- Luciana Brito -


"Gravidade, me liberte
E nunca mais me mantenha no solo.
Agora meus pés não mais tocarão o chão."
('Life in Technicolor II' - Coldplay)
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Imagem: "curdle", por lorrainemd


Segurando seus suspiros. Trancafiando seus sentimentos. Ela não sabe o que fazer e sente-se num estupor durante alguns momentos de seu dia. Perde-se. Parece que colocaram-lhe óculos-escuros com os quais ela só enxerga a monocromia cinza. Sente-se triste. Uma tristeza que vai além dos limites "aceitáveis". Ela sabe disso, sabe que está com algo enraizado em si mesma.

Uma vilã. Eis o que se encontra impregnado até nas suas entranhas. A tristeza seqüestra os detalhes, leva embora o sorriso, o brilho do olhar, o bom humor... Efetua uma troca injusta. Leva as cores e deixa as dores. Um seqüestro sem resgate.

Tudo fica desorganizado. Ela não sabe como reagir ou o que pensar. Sente medo. Cansaço. Dor. Rende-se às lágrimas na esperança de que aliviem essa tensão, mas de pouco adiantam. Sozinha, olha ao seu redor e só encontra as paredes. Pessoas pintadas em aquarela. Outras feitas de pedra e ainda algumas semelhanças a ela. Mas não é suficiente.

Existe uma prece. Desejos interiores e expectativas.

Está caindo. Rendendo-se aos poucos. Vê a chama da vela se apagando e a escuridão tomando conta. Não sobrará mais a sutil esperança pelo nascer do sol.



- Luciana Brito -


"Engolida pelo som do meu grito
Não posso cessar o medo das noites silenciosas
Oh como eu anseio pelos sonhos do sono profundo
A deusa da luz imaginária

No meu campo de flores de papel
E doces nuvens de canções de ninar
Eu minto dentro de mim mesma por horas
E assisto meu céu roxo voar sobre mim"
("Imaginary" - Evanescence)

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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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