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Ontem


Ontem
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O dia se arrastou
e eu desejei

Um ombro amigo
Abraço de carinho
Consolo das mágoas
Encontro para as lágrimas

Senti-me só
Tranquei sentimentos
Sobrevivi à noite
Contive pensamentos
Imagem: internet


- Luciana Brito -



Ps: De vez em sempre tudo aperta, o peito dói e a solidão toma conta... invade como onda.

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Imagem do filme "Ps: Eu te amo"
(Conheceram-se por acaso, na Irlanda. Separaram-se por um acaso, a morte... eis o tom de comparação)



- De quantos acasos precisa o encontro do amor entre duas pessoas?
Vidas que se cruzam pela força do destino, unem-se e seguem um rumo em comum.

- E se tudo acabar um dia?
Duas faces de um amor que alimenta e fere, se vai da mesma maneira que chegou...


Vários acasos. Um único dia único. Um bar repleto de conhecidos e apenas um estranho sentado estrategicamente (será?) no canto. Um olhar feminino que reconhece de primeira que não se tratava de apenas mais um bêbado em potencial. A aproximação, ela sentia seu coração pulsando rapidamente e nem sabia explicar o motivo, afinal de contas, era só um estranho.

O livro aberto na mesa. Um passaporte silencioso para o mundo dela. Mais um acaso. Meias palavras trocadas, uma bebida solitária, a conta e fim.

Fim de expediente. Ela pensava que nunca mais o veria, sentia todos os acasos transmitindo-lhe que aquele não havia sido um 'encontro' comum. Mas ela nada poderia fazer, ele foi embora. Talvez aparecesse no dia seguinte, talvez não. Sempre existe um talvez para incomodar e manter acesa a esperança de que algo aconteça... Isso a torturava e mantia uma parte de sua felicidade.

Saiu, fechou a porta e virou-se. Mais um acaso (ou nem tanto). Ele estava sentado. A praça, o mesmo banco em que ela ficava quando queria sonhar e olhar a cidade ao seu redor.

Olharam-se, conversaram silenciosamente à distância e finalmente foram de encontro um ao outro. Marcello era o nome do estranho agora conhecido. Lindo nome, ela pensara. 'Mar'- 'Cello': mar e céu no mesmo nome.... havia de ser especial.

Conversaram por um bom tempo, rodaram a cidade e cada ponto conhecido teve seu tom de 'primeira vez'. Agora, tudo tinha um novo ângulo de visão. Converasaram e horas mais tarde estavam seguindo seus caminhos: ela rumo à sua casa e ele rumo ao seu hotel.

Mais alguns acasos. Além de (ex)estranho, Marcello agora era um visitante. Havia voltado para sua terra e mais uma vez o 'talvez' e o 'será' permeava a vida de ambos.

O destino e seus acasos haviam os colocado juntos uma vez. Será que faria isso novamente?

Um olhar perdido. Mil pensamentos bombardeando uma mente e um coração apaixonado. Desta vez era Marcello que sentia o coração batendo a mil dentro de seu peito. Queria vê-la novamente. Mas os acasos acontecem duas vezes? Pensava em ligar, pedir para que ela viesse para sua cidade. Nunca lhe passara pela cabeça sentir um amor como esse e tão rapidamente.

Ele havia deixado um cartão com ela. Seu endereço. Uma aparição resolveria tudo.

Noite. Céu estrelado. Detalhadamente pintado com a luz da lua. Batidas e de repente surpresa. Júlia está na porta e Marcello, ao vê-la, perde toda a noção. Entram em uma harmonia musical. Completam-se sem mesmo se tocarem. Ela entra. Entrou duplamente. No apartamento e na vida de Marcello. Juntos. Frutos dos acasos e do destino, uniram-se.

Mal entrara, ele tomou-a em seus braços. Tornaram-se um do outro. Fizeram amor. Agora, haviam entrado no mundo em que qualquer acaso poderia destruí-los da mesma forma que os uniu. Amaram-se noite adentro. Dias e meses afora.

Os acasos se repetem? O destino atua duas vezes para o mesmo fim?

União conturbada. Ciúmes. Amantes. Fraqueza de um lado, sofrimento de ambos. Uma carta da 'amiga': 'Fazer amor como se estivessemos no palco de um teatro'. Confiança perdida. Sonhos quebrados. A fragilidade de ambos mostrava-se mais acentuada do que nunca. Ela, que sempre foi a frágil da relação, a que era abraçada quando tinha medo, agora era companheira de alguém tão frágil quanto ela.

Reconheceram-se iguais. Agora, estavam prontos para viver realmente a união.

O destino pregou-lhes uma peça. Porém... as peças do destino nem sempre destróem o jogo completamente, podem apenas reformular suas regras.



- Luciana Brito -
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Imagem: internet


Hoje acordei insana. A tristeza me consumia e assim como eu, o dia também estava cinza. Permaneci mais tempo na cama e o sono logo bateu sobre mim. Por alguns instantes me senti leve, perdida no mundo dos sonhos e longe do turbilhão agitado do dia fora da minha mente.

Rodei a casa. Cômodo a cômodo em busca de algo que nem eu sabia do que se tratava. Um objeto? Um alguém? Falta de algo que não sabia identificar. Talvez algo que eu nunca tenha experimentado. A falta me deixava inquieta e não havia nada que eu pudesse fazer para tirar isso de mim.

Ouvi poemas, li músicas, conversei com imagens e ainda sim a falta desconhecida permanecia. Cantei, chorei, falei e gritei. Tudo que estava guardado foi exposto, aliviei meu ser e pensei em não morrer por ninguém. Tomei doses moderadas de uma alegria colorida. A chuva se formava do lado de fora e o céu enegrecia enquando o meu ficava cada vez mais azul.

Finalmente, depois de quase um dia inteiro, a chuva deu o ar de sua graça. Caiu grossa e oblíqua sobre o chão de concreto cinza quente. Meus olhos brilharam. Encheram-se de uma molecagem infantil que queria aprontar algo nunca antes feito. Corri, abri portas e janelas. A chuva me chamava. 'Vem, vem!' - diziam suas gotas fortes.

Eu fui, corri para a rua, tomei banho de chuva. Ensopei-me toda de alegria. Um sorriso largo de criança exibia-se em meus lábios como há muito tempo não acontecia. Os pensamentos voaram longe. Meio sonho relizado. Sons, cores, frio. A falta revelou o que desejava. Desejava um vôo. Um quê inesperado de vida em plena tarde de quinta-feira cinza.

Molhei-me toda. Embriaguei-me de chuva e nela havia um pouco de você que nem sei quem é.



- Luciana Brito -
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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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