Vento que se faz Tempestade que traz Repleto de sentimentos Ser em constante crescimento
Sincero, amigo eterno Divertido, amigo contido
Do mais que fica Constante presença Amizade intensa Responsável por tudo acima Incrível rapaz que lhes apresento Seu nome marcado está Como pedra cravada no mar.
- Luciana Brito -
"Vento, ventania Me leve para Os quatro cantos do mundo Me leve prá qualquer lugar Hum! Me deixe cavalgar Nos seus desatinos Nas revoadas Redemoinhos..." ("Vento ventania" - Biquini Cavadão)
*Poema escrito para um grande amigo, no caso, o Doug xD... E a letra de "Vento ventania" é a cara dele (é dele!!)... =) Não pode faltar: Te adoro bobão[3]!!
Despertou às duas da madrugada. Banhava-se em seu próprio suor e tinha a certeza de que acontecera novamente. Um deja vu, o mesmo pesadelo de sempre e a mesma sensação de desamparo.
Assegurou-se de tudo à sua volta. Tudo que viu foram cortinas brancas esvoaçantes por causa do vento forte da madrugada chuvosa. Um céu cinza como estanho. Ela sentia. Sempre gostou da chuva e das tempestades. Sentia como se seu interior fosse revelado pela natureza. Como se a tempestade externa fosse projeção de seu interior.
Sentou-se na varanda com uma xícara amarga e quente de café. Pôs-se a pensar. Pensamentos batidos em liquidificador. Iam além da linha do horizonte que via da sua vigésima varanda fria.
- Como ele estaria agora? Dormindo ou igualmente tempestuoso como eu? (um fragmento afiado de seu pensamento se mostra)
Sentia saudade daquele que, embora sem grandes atributos para a maioria, era o ser ideal aos olhos dela. Via claramente, como uma tela pintada à óleo, o corpo quente dele colocado ao seu lado na cama. Adorava vê-lo aos braços de Morhpeus.
No escuro, acreditava ela, as coisas mostram-se de uma beleza descomunal. Assim era com o corpo dele. Tocava os cabelos finos em desalinho e estes escorriam pela palma de suas mãos como música derretida por entre seus dedos. Sentia o perfume que emanava deles e embriagava-se. Era diferente. Texturas e cores e odores misturavam-se. No escuro era mais belo. Podia tocá-lo e realmente senti-lo.
- Onde havia ficado tudo isso? (outro fragmento, desta vez afiado como lâmina brilhante, mostrava-se diante dela)
Ela sentia. Ah, como ela sentia saudade. A esta altura, o sol já mostra sua face dourada. Batidas na porta. Um sobressalto, susto, alegria, explosão. O coração pula e faz festa dentro dela.
- É ele, é ele! (grita outro fragmento)
Abriu a porta e os olhares cruzaram-se como feixes de luz. Ambos com olhos cansados. A noite foi de tempestade para ambos. Abraçaram-se, uniram-se a ponto de quase serem um único corpo.
Agora, ambos viviam a bonança. Reencontro. Pousaram os corpos no sofá e, depois de encontrarem-se novamente dentro daquele apartamento metodicamente arrumado, entregaram-se aos sonhos um do outro.
- Como é bom senti-lo de volta. (exclamou o fragmento mais suave de sua mente agora branca)