Asas Quebradas
Com as asas quebradas
Estou caído no chão
Minha pele queima debaixo do sol forte
Lágrimas azedas escorrem pelo meu rosto
E ninguém parece me ver.
Ergo as mãos aos céus
E o brilho de meus anéis ofusca minha visão
Quase vivo ainda estou
Enquanto os mortos caminham
Na rua em que estou no chão.
No local de onde caí, havia silêncio
Branco, frio e sereno.
No local onde caí, há solidão
Cinza, úmida e mansa.
Mil maneiras de viver com as asas quebradas
Ergo-me do asfalto onde havia caído
Faixas pressionam e aquecem meu corpo
E flores agora estão
No local onde antes havia minha solidão.
- Luciana Brito -
* Poema escrito em 29/12/08


