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Tenho em mim um grande desejo de sair desse lugar...
Correr, fugir ou simplesmente sair pelo portão da frente.
Não importa o modo, importa sair.
Um novo caminho longe das cinzas de toda a dor...
Quem sabe um dia... Algum dia de um futuro não muito distante.


"Quero explodir as grades
E voar
Não tenho pra onde ir
Mas não quero ficar
Suspender a queda livre
Libertar
O que não tem fim sempre acaba assim"

("Novos Horizontes" - Engenheiros do Hawaii)
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Algum lugar do mapa, 23 de agosto de 2008.

Olá mãe, tudo bem com você?
Essa é a primeira carta que te escrevo em todos esse anos e talvez nem seja o melhor momento para ela, mas eu simplesmente preciso desabafar o que sinto e geralmente me dou melhor com as palavras. Talvez você nunca receba essas palavras, talvez nunca tome conhecimento do que realmente acontece comigo, mas tudo bem mãe, se isso acontecer, a culpa não terá sido somente sua.

Estou me sentindo perdida mãe, e parte disso tudo se deve a você. Calma, não se preocupe, não vou “condenar” você por nada, pois, afinal de contas, tudo que sou hoje se deve a mim também, que não fiz nada diante dos acontecimentos.

Mãe, a raiva me domina. Estou com muita raiva e o pior de tudo é que é raiva de você, das suas atitudes e do jeito que está agindo comigo.

Você já se sentiu completamente impotente diante de alguém? O sentimento de que não pode fazer nada contra aquilo? Pois é mãe, me sinto assim no momento. As palavras saem com o peso de chumbo, o mesmo peso que sinto dentro de mim.

É difícil aceitar que eu simplesmente não reajo por fraqueza minha, que deixo as pessoas “tomarem” o que é meu e não faço nada só para evitar “confusão”. Tudo que penso ser realmente meu se esvai nas mãos de alguém e eu nada faço contra isso, simplesmente assisto tudo de camarote e me escondo no meu próprio sofrimento.

Ah mãe! Por que você não enxerga isso? Será que é tão difícil perceber?

É como se a minha vida não fosse minha (se é que realmente tenho vida). Aprendi a ser fraca mãe, a sempre me render diante de você e mesmo quando tentei reagir, você sempre me venceu. Parece realmente uma batalha onde eu sempre pareço ser a derrotada.

Objetos “meus”, não são realmente meus. Os locais que devo ir não são escolhidos pela minha vontade. Minha rotina não é feita por mim. Nada parece ser realmente meu, mãe. Isso incomoda e me dá a raiva que estou sentindo no momento. Preciso gritar, colocar para fora o que sinto, mas não posso, na verdade, de que adianta? Choro, sinto vontade de gritar, de falar o que sinto, sumir desse lugar e nunca mais mandar notícias, me perder pelo mundo, mas não, eu não faço nada, simplesmente guardo tudo.

É mãe, chegando no final da carta, realmente percebo que não vou enviá-la para você. Vou guardá-la. Foi bom te escrever mãe, coloquei uma parte do que sinto pra fora, gostaria que você pudesse ler e entender.

Acabei nem perguntando como estão as coisas. Desculpe por isso.

Fique bem, tenho saudades de você e um dia a gente se encontra de verdade.

Da sua filha que te ama tanto, Sofia.
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Sofia é uma jovem universitária residente em algum lugar do Brasil e que desde cedo sente uma inquietação que insiste em caminhar ao seu lado na estrada da vida.





Jovem solitária, reservada, tímida, Sofia sempre desabafa seus problemas e sentimentos em longos textos e alguns poemas raramente divulgados a alguém. Uma jovem com ânsia de viver e ter momentos de felicidade que geralmente parecem distantes para ela. Um certo pessimismo toma conta de Sofia às vezes, seu humor é variável, mas ultimamente seus dias estão praticamente todos monocromáticos, um leve tom cinza parece estar em tudo que ela vê.





“Vendo a vida passar diante de seus olhos, se dê conta do caminho que percorreu e veja em qual lugar se encaixa: orgulhoso ou fracassado?” (Sofia)

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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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