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Suicídio em versos

Ah! Dê-me um sonífero eterno!
Algo que entorpeça a minha existência
Que me faça desligar desse mundo insano
E me deixe afastada de mim por algum tempo.

Um ópio para minha vida
Um desligamento para minha mente
Um entorpecente para minha dor
Algo que me faça dormir eternamente!

A tristeza mais uma vez invade meu ser
Maltrata, cansa e com ela vem a dor
Uma dor irremediavelmente profunda
E torturante como pequenas lâminas a me cortar

Pensamentos suicidas invadem como ondas no litoral
A morte parece tão saborosa aos meus olhos
Uma escapatória duplamente perigosa
E ao mesmo tempo fascinantemente real.

Será fascínio como dizem?
Não! Talvez a dor seja suficiente para tal ato
Violação do próprio corpo
Sangue escorrendo pelos meus dedos

O chão está gelado e aqui faz tanto frio
As marcas deixaram de ser somente internas
Eis o fim de uma vida em potencial
Só isso, de que adianta lamentar?


- Luciana -

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Chegam para mim e perguntam:



“O que é escrever pra você? O que você sente quando escreve?”







Tentando não seguir nada muito formal ou acadêmico, aí vem a minha opinião pessoal sobre isso.







Escrever é uma forma de expressar pensamentos acerca de si mesmo ou de algo! Isso soa óbvio demais, porém, a diferença está em como cada um encara essa expressão. Alguns só sentem o alívio depois que escrevem sobre seus problemas, alegrias ou simples acontecimentos diários; outros escrevem simplesmente como forma de não “perder” seus pensamentos, mantê-los “vivos” de alguma forma, já que podem ser esquecidos com a força do tempo.







Bem, e eu, por que escrevo?







Escrevo por impulso, inquietação, para extravasar sentimentos e colocar uma parte de mim em palavras que tentam expressar ao máximo o que sinto em cada momento em que escrevo.



Não sinto o alívio que muitos alegam sentir, pelo menos não em todos os casos. Geralmente a inquietação é tão grande e os pensamentos tão confusos que demoro a conseguir escrevê-los, mas quando consigo, sinto alívio não na inquietação ou sofrimento que sentia antes de tais palavras, acabo sentindo alívio por conseguir simplesmente colocar parte daqueles sentimentos em palavras.







Há uma diferença nos meus textos (até pareço especialista falando... Oo).



Em alguns momentos misturo conceitos que aprendo na faculdade com acontecimentos ou sentimentos meus, daí saem “artigos” até interessantes; Em outros momentos escrevo o que chamo de “desabafos”, são a mais pura expressão do que sinto no momento em que escrevi, geralmente não são nada positivos, mas aí é outro assunto; Os momentos mais recentes tem sido expressos em poemas, coisa bastante nova pra mim e que nem me sinto bem fazendo, já que nunca acho que estão bons.







Enfim...



Escrevo como expressão de mim mesma, partes de mim reveladas em palavras poéticas ou nem tanto. São meus sentimentos colocados em letrinhas, mas que nem sempre provocam alívio na alma que vos escreve.







Às vezes me sinto como Clarice Lispector (uma pretensão mais que gigante), não por escrever semelhante a ela, isso está longe demais, mas por expressar a minha alma em meus textos, assim como ela fazia e nota-se facilmente em suas palavras que soam viscerais.







Quem sabe um dia escrevo algo mais.







“Quero escrever o borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro”. (Clarice Lispector)







"De todo escrito só me agrada aquilo que uma pessoa escreveu com o seu sangue. Escreve com sangue e aprenderás que o sangue é espírito". (Nietzsche em "Assim Falou Zaratustra")



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A noite dissolve os homens


A noite desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.

E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.

A noite desceu.
Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total incompreensão.

A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os guerreiros.

E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes! nas suas fardas.

A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
Os suicidas tinham razão.

Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.

Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna.

O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que avançam na escuridão
como um sinal verde e peremptório.

Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
minha carne estremece na certeza de tua vinda.

O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um perdão simples e macio...

Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário para colorir tuas pálidas faces, aurora.


- Drummond -
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Recifense, 29.
Psicóloga, canceriana com ascendente em sagitário. Viciada em café, tentando achar um rumo na vida.

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