Cadê o romantismo que estava aqui?

by - 20:27


O gato comeu.

Durante toda a minha adolescência eu fui uma pessoinha romântica. Tive várias paixonites de colégio, uma paixão enlouquecedora e nada disso me rendeu coisas positivas. Como eu sempre escrevi muito em diários, tinha a mania de fazer cartas falando o que sentia e etc. e tal. Super imatura, mas eu era adolescente, oras.

Com o meu primeiro namorado veio aquela coisa toda de paixão arrebatadora, declarações de amor e muito açúcar escorrendo pelos poros. Nós éramos iniciantes nessa coisa de ser casal, então foi nossa primeira oportunidade de demonstrar afeto de verdade, um com o outro. Eu escrevia muito (e o blog entrou nessa história), fazia cartas e investia dias e dias planejando presentes e tentando ter ideias legais feat fofas para agradá-lo. Foram 5 anos nessa pegada com níveis astronômicos de glicose, quase uma diabetes.

Daí acabamos. Quer dizer, eu acabei.

Apesar de engatar outro namoro logo em seguida, meu nível de romantismo já não era mais o mesmo. Começo de namoro, tudo lindo, inspiração em alta e até que eu arranhava umas fofices. Mas como diz Joseph Climber, a vida é uma caixinha de surpresas. A vida adulta, de trabalhar e pagar boleto, te empurra em uma rotina que não ajuda muito na sensibilidade das pessoas.  E eu sei que isso não é só comigo, todo mundo anda meio insensível ultimamente.

No meu caso, nesse momento, estou ouvindo Marcelo Camelo para tentar me deixar tocar pelo sentimentalismo das musicas dele, mas pensando em todas as vagas que tenho para fechar no trabalho, no curso de inglês que tive que faltar e nos problemas para resolver. E daí eu pergunto: cadê o romantismo que esteve aqui um dia?

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4 comentários

  1. Eu nunca fui romântica. Nunca fiz surpresas. Nunca fiz mimos. Não sei dar presentes. Esqueço datas. Odeio ganhar flores ou chocolates. Não comemoro dia dos namorados, porque acho um invenção nada a ver. Não escrevo cartas. Não falo de amor.

    Eu sempre tive diários, desde que aprendi a escrever, até os 14 anos. Sempre que me apaixonei me joguei com força. Já quebrei a cara. Já chorei. Já parti meu coração e tive até febre. Já fiquei um bom tempo sem conseguir sentir nada. E desde sempre entendi que o amor é indomável. E eu amo, porque nasci pra isso. E amo sem pensar em "e se". Eu mergulho, eu faço poesia sem nem perceber. Eu escrevo o que meu coração dita e desde sempre foi assim. Aí penso que fundo eu sou tão romântica que nem noto. E Deus me livre de perder isso!

    A sensibilidade das pessoas existe, basta que ela exista antes em nós para percebermos onde podemos chegar e ser. Fora isso não vale a pena. O amor existe. E o romantismo, esse existe tanto em você, que existiu um texto inteiro falando de um jeito muito saudoso sobre o quanto você gostava de sê-lo. E isso não tem a ver com vida corrida, maturidade, tempo, decepção. Isso tem a ver com afinidade. Com coração descansado. Com o lugar certo para depositarmos o que outro pede em silêncio, por algo que já existe em nós gritando para acordar.

    Eu não vou transformar esse comentário num texto. Kkkkkk. Mas teu texto me inspirou demais. E o que me inspirou mais foi ver que tem dois meses de texto em sequência por aqui.

    Fica, Lu!

    Um beijo enorme.

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    1. A unica coisa que tenho a dizer é que: Concordo com tudo!


      www.andeiporai.wordpress.com

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    2. Tu é tão linda, Jaya! <3 Por isso que te amo faz é tempo kkkkk

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  2. Passei a me perguntar a mesma coisa, Lu :\

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