Abraçando Patinhas

by - 13:29


Estava eu procurando algum tema legal para escrever e eis que, dando uma olhada no Rotaroots, tive a brilhante ideia de falar sobre os meus filhos de quatro patas. Todo mundo que está no meu Facebook e no meu Instagram já está cansado de saber que sou mãe de dois meninos, o Joaquim e o Oscar, dois labradores - ops, o Joaquim nem tanto - amor demais nessa vida.

Sempre tive um paixão alucinada por cachorros e em casa, sempre tivemos um ou mais. Meus pais tentaram algumas vezes me presentear com um Poodle, mas fiquei traumatizada pelo fato de que TODOS ELES MORRERAM! Foi triste, traumatizei e desisti: criar cachorro não era pra mim. Alguns anos depois, tivemos ainda um Poodle e um Boxer - Bóris e Horácio - que viveram bastante tempo. Meu irmão era apegado aos dois, mas eu não tinha lá muito chamego com eles. Ano passado os dois morreram e foi choro até dizer basta, porque ter bichinhos em casa gera todo um apego.

Meu apego ressurgiu quando tivemos a oportunidade de pegar aquela bolinha branca que viria a se chamar Joaquim. Ele foi dado/adotado e veio para nossa casa com um mês. Foi amor à primeira vista! Ele era o único branco dos filhotes, o mais bonito, gordinho e safado. Joaquim é uma mistura muito louca de Labrador com Pastor Canadense e é por isso que ele virou um monstro de grande! Por ser grandão e ficar no quintal, não temos muito trabalho com ele, mas sempre precisamos cuidar, dar banho (porque ele se suja inteiro e adora chuva!), brincar e dar carinho. Joaquim é manhoso demais, puxou a mãe!

Como Bóris e Horácio morreram, Joaquim ficou sozinho e percebemos que ele ficou meio triste sem ter alguém para brincar o tempo todo. Depois de muito pensar e fazer contas para ver se podíamos criar mais um filho, resolvemos comprar o Oscar, meu filho preto sem vergonha. Ele tem o temperamento típico dos labradores, quase um Marley da vida, que come tudo que vê pela frente e vive correndo atrás de você querendo carinho.


Ter bichinhos em casa é algo que exige muito cuidado e atenção. Como muita gente diz, é como criar um filho, pois existem despesas necessárias, outras que vão surgir de repente e você precisa, acima de tudo, dar atenção e carinho. É preciso responsabilidade para saber que a partir do momento que você compra ou adota um bicho, você precisa e deve cuidar dele até o fim. Se você não pode ou não sabe se consegue, pense mais e espere, pois não podemos aumentar a quantidade de cães e gatos que existem para adoção ou abandonados por aí.

Se você já pensou e viu que pode criar algum bichinho, que tal adotar? E se você não pode criar, mas quer ajudar mesmo assim, faz uma doação ou seja voluntário em alguma ONG que cuide de animais (a ABEAC é uma sugestão do Rotaroots). De uma maneira ou de outra, os bichinhos agradecem.

Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC, ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook.

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4 comentários

  1. Rapaz, incrível o tanto de apego que temos com nossos animais de estimação. Eu que o diga, pois em 20 anos tive duas cadelas, sendo uma (que viveu 8 anos) chamávamos de Honda e outra (sua neta, que nasceu no mesmo dia que Honda morreu e viveu 12 anos, tendo morrido em fevereiro deste ano) que se chamava Tula.
    Até hoje, sentimos a presença dela nas atividades mais cotidianas em casa. Desde tomar café da manhã (quando, sem errar a hora, aparecia na porta dos fundos e ficava cantando pedindo um pedaço de fruta) à simplesmente chegar em casa, onde fazia a maior festa. A doença foi tirando um pouco do brilho dela nos últimos meses, mas mesmo assim ela ainda chegava perto da gente, mesmo andando devagar e respirando com certa dificuldade. Até hoje, revejo uma ou outra foto perdida em meu note, ou no celular, ou nas mídias e sempre sentirei aquela saudade infinita que dói, mas que, ao mesmo tempo, me dá a certeza de que ela era feliz conosco.

    Pois bem, quando te conheci e conheci o Joaquim, mesmo que por foto e vi todo o teu apego por ele, eu me apeguei sem nem conhecê-lo (pode até ser por suprimento de uma carência infinita minha desde a partida de Tula) no máximo ouvindo seus latidos ao telefone ou (hoje depois que começamos a namorar) vendo pela brecha do portão. Porque eu tenho medo dele me morder, claro. Depois de Oscar, quando eu coloquei ele em meus braços e dei todo o carinho que estava preso em mim, todas as palavras de afeto também presas em mim, eu pude sentir novamente a liberdade maravilhosa e a grande sensação de ter um pescoço peludo nas minhas mãos. Amor imenso, me apeguei a Oscar de um jeito que nem sei.

    Hoje, penso que tenho dois cães pra poder suprir a minha carência infinita, tenho um apego absurdo pelos dois e confesso que sou louco pra fazer aquele carinho em Joaquim. Sei que um dia eu vou. E não tenho medo de me entregar completamente a eles, sou doado demais aos bons sentimentos.

    Talvez o que eu falei, da maneira como falei tenha expressado bem o que eu realmente sinto pelas minhas cadelas que se foram e pelos teus, amor. Mas só que já passou pelo mesmo que eu, entenderá e saberá que derramei lágrimas quando escrevi este comentário. Mesmo eu estando no trabalho neste momento. Não ligo. Foi amor demais.

    Amor, sou contigo nessa vida, serei deles também.

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    1. Amor, sei bem como tu era (e ainda é) apegado a Tula, dá para notar sempre que te ouço falar dela. É triste quando um bichinho que amamos morre... Já te disse, talvez você precise de outro, tipo Oscar, para poder doar todo esse amor que está aí guardado e sendo direcionado a quem infelizmente não pode mais recebê-lo.

      Temos nossos filhos caninos para isso <3

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  2. Uma das grandes tristezas da minha existência é ser uma pessoa alérgica a pelos de animais. Porque né? Gente, bichinhos são tudo de bom. Ainda mais cachorros. ♥ Os seus são lindos! Dá vontade de apertar *o*

    Não cheguei a ver esse projeto do Rotarrots, mas darei uma pesquisada a respeito. :)

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    1. Que triste, se alérgica, Mia! Quando eu era mais nova, toda vez que o Poodle ia ser tosado ou dávamos banho nele, eu ficava morrendo por causa dos pelos. No caso de Oscar e Joaquim, a vantagem é que tem pelos curtinhos, daí não "gruda" no meu nariz kkkkk

      Beijo!

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