Para além dos muros

18 de junho de 2010 //


Quando foi que te escrevi pela última vez? Já faz tanto que não me recordo se foi março ou abril, quem sabe fevereiro. A questão é que hoje me deu uma vontade meio doida de te escrever sem motivo aparente, falar bobagens em algum tipo de desabafo egoísta, apenas. Tenho sentido saudade e algo aqui dentro de mim cresceu desde a última vez que te falei. Já me certifiquei de que não é fome, sede ou algo que possa ser facilmente preenchido com simplicidades. É algo complexo e descobri que tem a medida exata do teu tamanho, 172 centímetros exatos.

Ultimamente a chuva não tem dado trégua. Chove todo santo dia, as ruas alagam e meus pés ficam encharcados toda vez que saio de casa. Mal saio, é verdade. O frio apareceu e na falta de você para me aquecer, uso aquela camisa cinza, lembra? Um dia você vai me ver nela e rir muito, pois dentro dela cabe você e eu juntos, de tão grande. Quase sumo dentro dela e lembro de ti, da mão no rosto, da foto que mais amo e de como você me aquece quando tenho frio. Você é quente e eu, fria.

Ando vendo muito anime, pensando demais e é tudo culpa sua, admito. É culpa minha também, que fico bancando a de poucas palavras e muito sentimento. De repente dá aquele click e a gente percebe que o que sente é maior do que o tamanho do coração. Daí vem a sensação de que não vai caber e vai transbordar, e transborda. O amor que sinto transbordou, entende? E foi desse jeito, de repente, após uma xícara de café e um filme romântico, que me dei conta de como isso tudo cresceu.

Te vejo em todas as coisas e ouço a tua voz pelo telefone. Me vejo e te vejo em tudo, nas expressões do dia e nas risadas que dou sozinha enquanto vejo Honey & Clover pensando em qual seria a tua expressão diante da mesma cena. Te mando essas palavras e te toco através delas como se fosse possível que você simplesmente apareça diante de mim. Espero mesmo que apareça, em breve.




Ps¹: hoje o dia amanheceu radiante e os girassóis mais amarelos para comemorar o aniversário da Princesa Girassol. Parabéns amada quiamo!
Ps²: enfim, férias! Agora sim terei tempo para ler cada um de vocês e escrever mais aqui na Caixa. Beijogeral!



Imagem: 'love letter', por ~zahnpasta


3 comentários:

  1. é que apenas me deu saudade, daquele olhar, daquelas mãozinhas geladas, do sorriso quente, do meu abraço pequeno que cabe perfeitamente em mim...
    é que o amor só faz crescer e essa saudade teima em aconpanhar,
    sabe eu te amo, muito alem daquele olhar, falar ou tocar, eu te amo aqui , ali, em todo nosso lugar, Te amo!

    Te Amo minha pequena Flor de cerejeira!

    ResponderExcluir
  2. Agore é só remeter esse texto. Ficou lindo demais!

    bjus!

    ResponderExcluir
  3. E a sra. saudade nos visita sem avisar. Vem acompanhada de tudo que um dia foi prazer, mas agora arde na lembrança.
    Um dia ela deixa de ser madrasta e para de doer!

    Adorei seu espaço
    Abraços,
    Mônica

    ResponderExcluir