Sobre o escrever...

23 de julho de 2008 //

Chegam para mim e perguntam:



“O que é escrever pra você? O que você sente quando escreve?”







Tentando não seguir nada muito formal ou acadêmico, aí vem a minha opinião pessoal sobre isso.







Escrever é uma forma de expressar pensamentos acerca de si mesmo ou de algo! Isso soa óbvio demais, porém, a diferença está em como cada um encara essa expressão. Alguns só sentem o alívio depois que escrevem sobre seus problemas, alegrias ou simples acontecimentos diários; outros escrevem simplesmente como forma de não “perder” seus pensamentos, mantê-los “vivos” de alguma forma, já que podem ser esquecidos com a força do tempo.







Bem, e eu, por que escrevo?







Escrevo por impulso, inquietação, para extravasar sentimentos e colocar uma parte de mim em palavras que tentam expressar ao máximo o que sinto em cada momento em que escrevo.



Não sinto o alívio que muitos alegam sentir, pelo menos não em todos os casos. Geralmente a inquietação é tão grande e os pensamentos tão confusos que demoro a conseguir escrevê-los, mas quando consigo, sinto alívio não na inquietação ou sofrimento que sentia antes de tais palavras, acabo sentindo alívio por conseguir simplesmente colocar parte daqueles sentimentos em palavras.







Há uma diferença nos meus textos (até pareço especialista falando... Oo).



Em alguns momentos misturo conceitos que aprendo na faculdade com acontecimentos ou sentimentos meus, daí saem “artigos” até interessantes; Em outros momentos escrevo o que chamo de “desabafos”, são a mais pura expressão do que sinto no momento em que escrevi, geralmente não são nada positivos, mas aí é outro assunto; Os momentos mais recentes tem sido expressos em poemas, coisa bastante nova pra mim e que nem me sinto bem fazendo, já que nunca acho que estão bons.







Enfim...



Escrevo como expressão de mim mesma, partes de mim reveladas em palavras poéticas ou nem tanto. São meus sentimentos colocados em letrinhas, mas que nem sempre provocam alívio na alma que vos escreve.







Às vezes me sinto como Clarice Lispector (uma pretensão mais que gigante), não por escrever semelhante a ela, isso está longe demais, mas por expressar a minha alma em meus textos, assim como ela fazia e nota-se facilmente em suas palavras que soam viscerais.







Quem sabe um dia escrevo algo mais.







“Quero escrever o borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro”. (Clarice Lispector)







"De todo escrito só me agrada aquilo que uma pessoa escreveu com o seu sangue. Escreve com sangue e aprenderás que o sangue é espírito". (Nietzsche em "Assim Falou Zaratustra")



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