A agitação do mundo não é para mim!

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Mais uma segunda-feira chega e junto com ela a rotina aparece novamente. Dias depressivos passam e pensamentos confusos se instalam na minha mente. Hoje, depois de uma aula um tanto quanto intrigante, os pensamentos eram como um furacão na minha cabeça.

Uma manhã tumultuada, daquelas em que o estresse vai ao nível mais alto. (Trabalhos e mais trabalhos de faculdade e um bando de gente irresponsável me consomem...). Na hora de voltar para casa, enquanto estava esperando o ônibus, comecei a me sentir mal, pensei que simplesmente fosse desabar ali. Ainda bem que não aconteceu. No ônibus, um pouco melhor, fiquei olhando as pessoas na rua e novamente os pensamentos vieram violentamente.

Tenho a mania de analisar as pessoas e hoje notei que todas elas andam correndo (que novidade). De centenas de pessoas, simplesmente nenhuma, eu disse nenhuma, andava calmamente pela cidade. O mundo funciona depressa demais e eu percebo que não funciono no mesmo compasso. O que se aproveita desse jeito?

É óbvio que hoje em dia as coisas funcionam no “tempo é dinheiro”, mas e eu, onde fico nessa história? Olhando as pessoas correndo, todas apressadas para cumprirem suas metas diárias, eu me sentia uma estranha, alguém que apesar de correr contra o tempo em alguns momentos, não se sente incluída nos habitantes “comuns” da terra.

Seria isso uma crise de identidade?

Algumas perguntas surgiram enquanto passava pelas ruas movimentadas e quentes da cidade. Quem sou eu? O que foi que eu fiz? Qual a intencionalidade de viver? Pra que correr tanto? Por que não aproveitar mais o tempo e perceber o que está ao redor?

A vida vai passando e não percebemos seu sentido. Poucos se questionam algumas coisas e tentam saber qual o sentido de sua vida. A sociedade coloca padrões a serem cumpridos e a maioria das pessoas se mata para se enquadrar nesses padrões. Estudar, trabalhar, constituir família, pagar impostos, consumir e por aí vai.

Hoje não vejo muito sentido no que faço. Nasci; estudei em colégio para passar no vestibular; estudo em uma faculdade para ter uma profissão; vou ter um trabalho para ganhar dinheiro e ter uma falsa satisfação; vou ganhar dinheiro para poder consumir, pagar impostos e ter uma pseudo-independência; vou me relacionar para constituir uma família e ter satisfação pessoal; e por fim vou morrer. Agora pergunto: qual o sentido de tudo isso?

Sou pessimista e admito. Não sei onde me encaixar nessa máquina gigantesca que é o mundo e isso me atormente em alguns momentos.

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2 comentários

  1. Hoje não vejo muito sentido no que faço. Nasci; estudei em colégio para passar no vestibular; estudo em uma faculdade para ter uma profissão; vou ter um trabalho para ganhar dinheiro e ter uma falsa satisfação; vou ganhar dinheiro para poder consumir, pagar impostos e ter uma pseudo-independência; vou me relacionar para constituir uma família e ter satisfação pessoal; e por fim vou morrer. Agora pergunto: qual o sentido de tudo isso? [2]

    Justamente o q eu penso. Por que? Pra que?

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  2. Você precisa estudar pra ter uma profissão; precisa de uma profissão para poder trabalhar; precisa trabalhar pra obter dinheiro; precisa de dinheiro para consumir e pagar impostos; precisa consumir e pagar impostos pra fazer girar a economia; é necessário que a economia cresça para surgir novos empregos; com empregos disponível, mais pessoas iram estudar, para ter uma profissão e trabalhar, etc, etc, etc...

    Temos uma sociedade paradigmática, e acabamos sempre acorrentados aos seus padrões! Infelizmente, você, assim como eu, tem se adaptar ao mundo, pois o mundo não vai se adaptar a você.

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